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Cidade brasileira tem 1,6 mil ruas com nomes de aves

Arapongas, no Paraná, é a única cidade do Brasil com ruas inteiras batizadas com nomes de aves, totalizando quase 1,6 mil vias

A araponga, ave conhecida pelo canto metálico e potente, deu nome ao município no norte do Paraná. (Foto: Marcílio José Garbelini/Acervo pessoal)
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  • Arapongas, cidade de cerca de 130 mil habitantes no norte do Paraná, tem todas as ruas batizadas com nomes de aves, totalizando quase 1,6 mil vias.
  • A ligação entre a cidade e as aves começou por volta de 1937, quando Elizabeth Thomas ouviu o canto da araponga e decidiu batizar a localidade com esse nome.
  • Na década de 1950, o prefeito determinou que as ruas mantivessem a identidade de aves, e, em trinta anos, uma lei municipal fez com que todas as vias passassem a ter nomes de aves.
  • A araponga deixou de aparecer com frequência na área urbana desde meados dos anos oitenta, mas permanece em monumentos e em duas estátuas na cidade.
  • Hoje, Arapongas registra aproximadamente 300 espécies de aves na região, com 16 esculturas de aves em rotatórias e praças criadas pelo artista Cleir Ávila Ferreira Júnior.

Arapongas, cidade do norte do Paraná com cerca de 130 mil habitantes, é a única no Brasil cuja totalidade de ruas tem nomes de aves, totalizando aproximadamente 1,6 mil vias. A prefeitura aponta a avifauna como parte da identidade local.

A ligação entre o município e as aves remonta a 1937, quando Elizabeth Thomas ouviu o canto marcante de uma araponga na região. A curiosidade sobre a ave inspirou o nome da cidade, segundo historiador Geancarlo Cereia.

Na década de 1950, o tema ganhou força. O então prefeito determinou que vias batizadas com nomes de pássaros mantivessem essa identidade, sem novas mudanças. Três décadas depois, uma lei municipal consolidou que todas as ruas passassem a ter nomes de aves.

Legado e identidade

Com o tempo, a lista de denominações foi ampliada para incluir espécies menos comuns, como Drongo, Atobá-mascarado, Cupim-do-brejo e Dançarino-azeitona. A ideia era manter a coesão temática, mesmo diante de nomes menos conhecidos.

A araponga, que batizou a cidade, deixou de aparecer com frequência na área urbana. Dados do historiador indicam registros regulares até meados dos anos 1980, quando o processo de urbanização reduziu áreas florestais.

Hoje, a presença da ave aparece principalmente em monumentos e homenagens. A cidade abriga 16 esculturas de aves em rotatórias e praças, criadas pelo artista Cleir Ávila Ferreira Júnior, destacando a relação histórica com a espécie.

Observação de aves e diversidade

Mesmo sem a araponga na paisagem urbana, Arapongas mantém tradição de observação de aves. Levantamentos da gestão pública indicam cerca de 300 espécies na região, com registros frequentes em áreas verdes e zonas rurais.

Entre os observadores está o apicultor Marcílio José Garbelini, conhecido como Zé do Mel. Ele relata avistagens e fotografias da fauna local, incluindo a araponga em ocasiões recentes.

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