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Copa do Mundo: o que diz a lei sobre abandonar o posto para assistir ao jogo

Afastar-se do trabalho para ver a Copa pode gerar advertência, suspensão ou demissão por justa causa, conforme função, setor e acordo coletivo

Funcionários trabalham na startup GetNinjas, que enfeitou o ambiente de trabalho para os jogos da Copa do Mundo — Foto: Marcelo Brandt/G1
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  • Empregados que deixarem o posto para acompanhar a partida sem autorização podem receber advertência, suspensão ou, em casos graves, demissão por justa causa.
  • A gravidade da sanção depende de fatores como gravidade da infração, reincidência e prejuízos à empresa.
  • Em setores essenciais (hospitais, aeroportos, transporte, segurança, energia), o abandono pode colocar serviços em risco e é visto como mais grave.
  • Jogos aos domingos não são feriados; a jornada só muda se houver liberação da empresa, acordo prévio ou previsão em convenção/coletivo.
  • Se a empresa liberar os empregados, pode haver compensação de jornada, desde que respeitadas a legislação e os acordos coletivos; a liberação não é direito do trabalhador.
  • Copa do Mundo: o que acontece se o trabalhador abandonar o posto para assistir ao jogo? Veja o que diz a lei

Um empregado que abandonar o posto sem autorização para acompanhar a partida pode ser advertido ou suspenso. Em casos mais graves, há risco de demissão por justa causa. A gravidade depende da situação concreta.

A classificação da Seleção Brasileira para as oitavas aumentou a expectativa dos torcedores. O próximo jogo ocorre no domingo, às 17h, contra a Noruega, com outros dois duelos em dias úteis.

Mesmo com domingos de folga para parte da população, muitos profissionais seguem em serviço. Hospitais, aeroportos, transporte público e segurança são setores que mantêm atividades essenciais.

O que diz a legislação e quem está envolvido

A advogada trabalhista Malu Vieira Xavier explica que abandonar o posto sem autorização pode resultar em penalidades disciplinares. Em casos graves, a demissão por justa causa é possível, conforme as circunstâncias.

A avaliação leva em conta a gravidade da infração, reincidência e prejuízos à empresa. Atividades essenciais costumam tornar a conduta mais grave. O trabalhador tem o dever de cumprir a jornada escalada.

A empresa pode liberar a participação no jogo, desde que haja acordo ou negociação prévia. Se houver flexibilização, é possível organizar revezamentos ou conceder folga, respeitando a lei e acordos coletivos.

A orientação é evitar ausências não autorizadas. Qualquer ajuste na jornada deve ser discutido com o empregador, para evitar punições e impactos operacionais.

Condições específicas de trabalho aos domingos

Caso o domingo faça parte da escala regular, o descanso em outro dia não gera pagamento em dobro apenas por ser domingo. Os detalhes dependem do regulamento da categoria e dos acordos coletivos.

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