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Kalil e psiquiatras explicam sinais de alerta na saúde mental

Especialistas alertam para sinais de alerta na saúde mental: mudança de comportamento e sofrimento que impedem atividades diárias indicam necessidade de avaliação profissional

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  • No CNN Sinais Vitais deste sábado, às dezenoveh30, psiquiatras discutem sinais de alerta para ansiedade, tristeza e sofrimento que passam do normal.
  • O principal indicativo é a mudança de comportamento que impede atividades diárias, sugerindo possível transtorno de ansiedade ou de humor.
  • O diálogo entre pais, escola e o jovem é essencial para entender o que ocorre e saber quando procurar ajuda profissional.
  • A psiquiatra Camila Magalhães Silveira prefere falar em esgotamento emocional, não epidemia, destacando fadiga e angústia como aspectos relevantes.
  • É preciso identificar casos graves observando hábitos, sono, alimentação, uso de telas e expectativas de desempenho, para evitar diagnósticos excessivos.

O programa CNN Sinais Vitais, exibido neste sábado, trouxe especialistas para explicar os sinais de alerta na saúde mental. O tema foi discutido por Guilherme Polanczyk, Camila Magalhães Silveira e o médico Roberto Kalil, com foco em crianças, adolescentes e adultos. A conversa ocorreu às 19h30, no canal CNN Brasil.

O objetivo foi esclarecer quando o sofrimento emocional deixa de ser normal e passa a comprometer atividades diárias. Polanczyk, professor da FMUSP, ressaltou que sentimentos como ansiedade e tristeza são naturais, desde que não impeçam o funcionamento habitual da pessoa. A conversa enfatizou a necessidade de diálogo entre família, escola e o jovem.

Sinais de alerta

Mudança repentina de comportamento foi apontada como o indicativo mais relevante. O especialista destacou que uma transformação abrupta no modo de agir pode sinalizar a presença de transtornos de ansiedade ou de humor, exigindo avaliação profissional.

Esgotamento emocional

Camila Silveira, psiquiatra do Hospital Sírio-Libanês, sugeriu que o termo esgotamento descreve fadiga e angústia diante do cenário atual, não uma epidemia. Ela alerta para o risco de hiperidentificação com diagnósticos, o que pode levar ao uso indevido de medicamentos e tratamentos.

A médica reforçou a importância de identificar casos realmente graves ao considerar fatores como uso de telas, sono, alimentação e expectativas de desempenho. O debate ressaltou que o avanço da discussão sobre saúde mental ajudou a reduzir o estigma, mas exige avaliação criteriosa para evitar diagnósticos indevidos.

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