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Karol Conká e Linn da Quebrada veem arte como resistência

Karol Conká e Linn da Quebrada defendem a arte como resistência de mulheres pretas e cobram espaço na cultura, além de proteção contra ataques nas redes

Karol Conká e Linn da Quebrada veem arte como ação de resistência Foto: Luiz Claudio Ferreira/Agência Brasil
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  • Karol Conká e Linn da Quebrada participaram de debates na 19ª edição do Festival Latinidades, em Brasília, defendendo a arte como resistência para mulheres pretas.
  • O tema do festival este ano foi saúde mental importa, e as artistas defenderam que a cultura ajuda a afirmar modos de existir e lidar com o mundo.
  • Linn da Quebrada afirmou que a arte denuncia violações e também inspira posicionamentos que podem transformar a sociedade, destacando a importância de diferentes olhares sobre a vida.
  • Karol Conká ressaltou a necessidade de apoiar redes de acolhimento, autoestima e coragem, especialmente diante de ataques nas redes sociais e da descredibilização de artistas negras.
  • As artistas destacaram que o Latinidades oferece espaço para debater temas relevantes que costumam ficar invisíveis na indústria, incluindo a violência contra mulheres negras.

Karol Conká e Linn da Quebrada participaram de uma mesa de debates na 19ª edição do Festival Latinidades, em Brasília, no dia 4 de julho de 2026. O tema em evidência foi saúde mental, com as artistas defendendo a arte como instrumento de resistência para mulheres pretas.

Linn afirmou, em fala à Agência Brasil, que a música surgiu como libertação de dor, ganhando função de ajudar outras pessoas a encontrar força. Ela destacou que a cultura pode ampliar o modo de existir e de lidar com o mundo, especialmente para quem vive como minoria.

Karol ressaltou que a cultura tem garantido espaços para que a identidade possa se afirmar. A artista trans enfatizou a importância da arte para defender direitos e ampliar ensinamentos que fortalecem comunidades negras e pessoas trans.

Coragem e reflexos na indústria

A cantora expressou preocupação com o uso das redes sociais por jovens e com ataques recebidos após aparições na televisão. Ela citou a necessidade de redes de apoio, conhecimento e autoestima para enfrentar a pressão pública.

Para Karol, o Latinidades é um espaço que favorece o debate sobre temas sensíveis pouco discutidos, especialmente por artistas pretas. Segundo ela, a dor vivida no mercado musical muitas vezes é invisibilizada, o que torna necessário falar sobre o que é vivido nos bastidores.

Ela também apontou que a violência contra mulheres negras continua presente e que muitas artistas enfrentam descrédito na própria carreira. A cantora reforçou a importância de aprender a exigir espaço e voz, sem perder a coragem para seguir produzindo.

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