- Gisele Alves Santana, soldado da Polícia Militar, foi morta no dia 18 de fevereiro em apartamento no Brás, em São Paulo; o tenente‑coronel Geraldo Leite Rosa Neto é réu por feminicídio e fraude processual e está preso desde março.
- A Polícia Civil e o Ministério Público afirmam que Gisele foi assassinada, e não suicidada conforme versão do marido.
- A mãe da vítima, Marinalva Vieira Alves de Santana, disse à Justiça que o coronel “destruiu a família” e chamou o homem de “verme”.
- Marinalva negou que Gisele tivesse comportamento suicida ou depressivo e afirmou que a filha de sete anos queria continuar vivendo para seguir com a vida.
- Durante as audiências da fase de instrução, depoimentos podem influenciar a possibilidade de expulsão do tenente‑coronel.
A mãe da PM Gisele Alves Santana relatou à Justiça que a morte da filha não é resultado de suicídio, mas de um feminicídio cometido pelo tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto. A investigação aponta que Gisele, 32 anos, foi encontrada com um tiro na cabeça no apartamento em que morava com o marido, no Brás, em São Paulo, em fevereiro.
Segundo a defesa da família, a fala do coronel de que houve suicídio foi mantida pela investigação, mas as autoridades não corroboraram esse relato. A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo consideram que a morte de Gisele foi causada por terceiros, levando o coronel a permanecer preso desde março, sob suspeita de feminicídio e fraude processual.
Durante as audiências da fase de instrução, a mãe de Gisele afirmou que a filha era uma mulher de energia, que planejava o futuro e não apresentava sinais de depressão ou ideação suicida. Ela disse que a filha mantinha a relação com a filha de sete anos e que a família era unida, apesar do drama vivido.
Marinalva relatou que a neta reage com choro ao ouvir lembranças da mãe e que a ausência impacta a rotina familiar, especialmente a menina. Ela descreveu a dor causada pela acusação e afirmou que o caso destruiu a vida da família, destacando que a filha amava viver e cuidar da criança.
O processo envolve o tenente-coronel, que já enfrentava acusações anteriores relacionadas à conduta durante o caso, e permanece detido, com novos depoimentos em curso que podem influenciar desdobramentos processuais. As próximas fases devem trazer novas informações para esclarecer os fatos.
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