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Mulheres também podem praticar stalking; saiba identificar

Stalking é crime desde dois mil e vinte e um; perseguição repetida, presencial ou digital, alimenta violência doméstica e pode levar a medidas legais contra o perseguidor

Tatá Werneck como a personagem Brigitte, na novela 'Quem Ama Cuida', da Globo
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  • Stalking é crime no Brasil desde 2021, tipificado pela Lei 14.132, e envolve perseguição reiterada presencial ou digital, com ameaça à integridade ou invasão de privacidade.
  • A prática não é exclusiva de homens; a notícia destaca a personagem Brigitte, de Quem Ama Cuida, como exemplo de comportamento de perseguição fora das telas.
  • Um homem de 35 anos no Rio de Janeiro relata ter sido alvo de cyberstalking por oito anos, envolvendo dezenas de ligações diárias, envio de flores, uso de quase cem números diferentes e invasão de redes sociais.
  • O stalking está ligado à resistência a um “não” e é comum em casos de violência doméstica; o cyberstalking pode dificultar a identificação, sobretudo pelas redes sociais.
  • Perfis de stalkers costumam incluir o rejeitado, considerado o mais comum e perigoso, além de outros como o carente; a vítima pode sofrer desgaste emocional, depressão ou ansiedade.

Um episódio recente ilustra como o stalking, crime tipificado no Brasil desde 2021, pode ocorrer tanto entre homens quanto entre mulheres. A situação envolve uma mulher identificada como stalker, que persiste em manter contato e invasão de privacidade após a rejeição de um relacionamento.

Um caso relatado envolve um homem de 35 anos, policial de segurança pública no Rio de Janeiro, que pediu anonimato. Ele relata oito anos de perseguição por meio de mensagens, ligações frequentes, flores enviadas e invasão de redes sociais. Em uma ocasião, a stalker se passou por ele para constranger uma ex-namorada.

O homem moveu dois processos e obteve uma medida cautelar. A pena prevista pela legislação brasileira varia de seis meses a dois anos de reclusão, com agravante quando há violência de gênero. A tipificação recente, Lei 14.132, cobre perseguição reiterada, presencial ou digital, que ameaça a integridade física ou psicológica.

O que é stalking e como se caracteriza

Especialistas apontam que a insistência é a principal marca do comportamento, que costuma ultrapassar limites de contato. Ação repetida, invasões de privacidade e monitoramento constante estão entre os indicativos mais comuns.

O cyberstalking amplia o alcance da perseguição pela internet. Advogados destacam que a relação pode começar com admiração e evoluir para conduta tóxica, dificultando a identificação pelos envolvidos. A interação excessiva é o principal indício da prática.

Contexto e impactos

Pesquisas apontam que homens continuam a representar a maior parte dos stalkers, mas mulheres também cometem o crime. A desigualdade de gênero é citada por especialistas como fator que incentiva o não aceite do “não” em relacionamentos.

Casos de violência doméstica costumam apresentar padrões de perseguição semelhantes, com impactos significativos à saúde mental da vítima. Em relatos clínicos, o assédio prolongado pode gerar depressão, ansiedade e retraimento social.

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