Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Refugiados no Brasil apostam na comida para recomeçar a vida

Acnur revela que cinquenta e cinco por cento dos refugiados escolhem a gastronomia para recomeçar no Brasil, gerando impacto social e econômico local

FR12 SAO PAULO - SP - 03/07/2026 - PALADAR - ABOUD - Foto do proprietário Aboud, e do rolos do shawarma, do prato do shawarma.FOTO: Felipe Rau/Estadão. Foto: Felipe Rau/Estadão
0:00
Carregando...
0:00
  • Levantamento do ACNUR Brasil aponta que sessenta e cinco por cento dos empreendedores em situação de refúgio atuam na gastronomia, com maioria mulheres e mães solo; há também uma iniciativa chamada Refugiados Empreendedores para apoiar esses profissionais.
  • A Gastronomia aparece como principal caminho para reconstrução; artesanato (12%) e moda (6%) aparecem em segundo e terceiro lugares no ranking de atividades empreendedoras.
  • A reportagem acompanha três imigrantes que transformaram a comida em trabalho, identidade e recomeço: Aboud, Gema Soto e Mohammad, todos em São Paulo.
  • O ACNUR revela que há 19 nacionalidades diferentes entre os refugiados acompanhados e que a maioria dessas pessoas busca integração por meio da gastronomia.
  • Mohammad sonha em transformar o Restaurante Afeganistão em um centro cultural com biblioteca, exposições, música e dança, para apresentar o país além das imagens associadas à guerra.

O levantamento do ACNUR Brasil, obtido pelo Paladar, mostra que 55% dos refugiados que viram empreendedores no país atuam na gastronomia. A pesquisa acompanha três imigrantes que transformaram a comida em trabalho e identidade no Brasil.

Aboud, Gema e Mohammad são exemplos de que a cozinha pode ser caminho de recomeço. O ACNUR aponta que a maioria dos empreendedores refugiados são mulheres, muitas mães solo, e que há 19 nacionalidades representadas no programa Refugiados Empreendedores.

A pesquisa revela ainda que, além do setor, artesanato aparece com 12% e moda com 6% das escolhas empreendedoras entre refugiados no Brasil. O objetivo é apoiar vínculos, capacitação e educação financeira para quem busca se estabelecer.

Aboud chegou à Síria em 2014 e, após o deslocamento, encontrou no Shawarma uma via de construção de vida em São Paulo. Hoje o negócio emprega dezenas de pessoas e funciona no Centro, mantendo a ideia de compartilhar um pedaço da Síria com o público brasileiro.

Gema Soto deixou a Venezuela em meio à crise econômica e criou o Chevere Restaurante. A chef combina sabores venezuelanos com ingredientes brasileiros, buscando gerar memória afetiva e acolhimento. O espaço funciona como negócio familiar.

Mohammad, professor de matemática, chegou ao Brasil em 2022 com visto humanitário e abriu o Restaurante Afeganistão. Além de oferecer pratos típicos, ele planeja transformar o espaço em centro cultural com biblioteca, exposições e apresentações.

Os relatos destacam que a gastronomia facilita a integração, aproximando clientes locais de histórias de origem. Em comum, Aboud, Gema e Mohammad afirmam que cozinhar também funciona como forma de aprendizado de língua, cultura e mercado.

A iniciativa Refugiados Empreendedores atua com acolhimento, capacitação e suporte financeiro, acompanhando desde a ideia até a execução de negócios. O programa já teve participação de refugiados de diversas origens, fortalecendo vínculos comunitários.

As histórias ressaltam que o Brasil, por meio de políticas de integração, abre espaço para que imigrantes transformem o talento em oportunidades. A reportagem traz ainda que as cozinhas são ambientes de identidade, memória e reconstrução de vida.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais