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Japoneses realizam experimentos terríveis com prisioneiros chineses

Unidade 731 realizou testes cruéis com mais de 200 mil prisioneiros chineses entre 1935 e 1945.

– (Bruno Miranda)
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  • A Unidade 731, uma base militar secreta japonesa, realizou experimentos cruéis entre 1935 e 1945, durante a Segunda Guerra Mundial.
  • Mais de 200 mil prisioneiros chineses foram submetidos a testes terríveis, incluindo exposição a temperaturas extremas, centrifugação, bacteriologia e vivissecção.
  • Os experimentos buscavam entender os efeitos de temperaturas congelantes, força G, pressão alta e explosões em humanos.
  • Bombas com bactérias e pulgas infectadas foram lançadas sobre vilarejos chineses, causando milhares de mortes.
  • Documentos secretos sobre as atrocidades só foram descobertos em 1984, por um estudante de jornalismo japonês.

A Unidade 731: A Face Oculta da Guerra

#### Contexto Histórico

A Unidade 731, uma base militar secreta japonesa, ficou conhecida por seus experimentos cruéis durante a Segunda Guerra Mundial. Localizada na Manchúria, a base foi ativa entre 1935 e 1945, sob o comando do general Shiro Ishii.

#### Experimentos Barbarizantes

Entre 1935 e 1945, a Unidade 731 conduziu testes terríveis com mais de 200 mil prisioneiros chineses. Os experimentos incluíam exposição a temperaturas extremas, centrifugação, bacteriologia e vivissecção.

Prisioneiros eram submetidos a câmaras refrigeradoras com temperaturas de até -50 graus Celsius. Esses testes visavam entender como tratar soldados japoneses com membros congelados.

Em centrífugas superpoderosas, os prisioneiros eram rodados até a morte para avaliar os efeitos da força G em pilotos japoneses.

Câmeras de alta pressão simulavam condições de altitude extrema, causando lesões graves e morte.

Explosões de bombas eram detonadas com prisioneiros a diferentes distâncias para estudar os efeitos das explosões.

Guerra bacteriológica foi outra área de estudo. Bombas com bactérias e pulgas infectadas foram lançadas sobre vilarejos chineses, causando milhares de mortes.

Vivissecção era praticada sem anestesia. Médicos cortavam os corpos das vítimas vivas para estudar doenças.

Além de chineses, a base também usou britânicos, australianos e norte-americanos como cobaias.

Documentos secretos sobre as atrocidades só foram descobertos em 1984, por um estudante de jornalismo japonês.

#### Consequências e Legado

A Unidade 731 ficou conhecida como “Auschwitz asiática”. As atrocidades cometidas permaneceram em segredo até a descoberta dos documentos. O legado da Unidade 731 é um lembrete sombrio da crueldade humana.

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