- Seis guardas do Parque Nacional de Virunga, no leste da República Democrática do Congo, foram mortos em uma emboscada no setor central, próximo a uma cerca elétrica recém-construída.
- Um sétimo guarda, Faustin Niyonzima, ficou ferido e foi levado a um hospital na cidade de Goma; as vítimas tinham entre 27 e 30 anos.
- O ataque foi realizado por combatentes Mai-Mai, segundo o Instituto Congolês de Conservação da Natureza (ICCN); é o episódio mais letal desde abril do ano passado.
- O ICCN informou que o parque lamenta profundamente as mortes e que o sacrifício dos guardas não será esquecido; a violência ocorre em meio a conflitos entre guardas e milícias na região de Virunga.
- Virunga é um sítio da UNESCO e abriga uma grande biodiversidade, com centenas de guardas lotados para monitorar áreas sob controle do governo.
Em Virunga National Park, na região leste da República Democrática do Congo, seis guardas florestais foram mortos em uma emboscada neste domingo, segundo a gestão do parque e o Instituto Congolês de Conservação da Natureza (ICCN). O ataque ocorreu enquanto os guardas faziam ronda no setor central, próximo a uma cerca elétrica recém-instalada para reduzir invasões ao território protegido.
A agressão também deixou um sétimo guarda ferido, Faustin Niyonzima, que foi transferido de helicóptero para um hospital na cidade de Goma. Os guardas tinham entre 27 e 30 anos. O ICCN informou que o ataque foi promovido por combatentes Mai-Mai, um conjunto de milícias locais ativas na região.
Segundo o ICCN, o episódio soma-se a décadas de conflito entre as forças do órgão e milícias armadas que operam ao redor de Virunga. Em 2020, havia ocorrido o pior ataque já registrado, com a morte de 12 guardas e cinco civis. A cidade de Goma fica a poucos quilômetros de distância do parque, na fronteira com Uganda.
Especialistas apontam que tensões de terras ajudam a alimentar os confrontos entre a população rural, que vive da agricultura, e o ICCN, que administra áreas protegidas desde a criação do parque em 1925. Análises associam o uso de áreas do parque para atividades como caça e extração de madeira a disputas históricas de acesso a recursos naturais.
O ataque permanece sem responsabilidade atribuída a um grupo específico até o momento, e os motivos ainda não estão claros. Virunga, reconhecido como Patrimônio Mundial da UNESCO, abriga uma das mais ricas biodiversidades do continente, incluindo gorilas-da-montanha e chimpanzés, além de centenas de espécies de mamíferos.
A gestão do parque reiterou luto pela perda de vidas e ressaltou que os guardas atuam para proteger tanto o parque quanto as comunidades vizinhas, diante de ameaças de grupos armados. Em nota, a instituição destacou que a dedicação dos guardas não será esquecida.
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