- Extensão do cessar-fogo entre Líbano e Israel foi anunciada por Donald Trump por mais três semanas, após reunião na Casa Branca nesta quinta-feira (23).
- Trump recebeu, no Salão Oval, o embaixador de Israel em Washington, Yechiel Leiter, e a embaixadora do Líbano nos EUA, Nada Moawad, para a segunda rodada de negociações facilitadas pelos EUA.
- O Hezbollah não participou das negociações; o grupo afirma ter direito à resistência contra a ocupação.
- No dia anterior, ataques israelenses deixaram pelo menos cinco mortos, incluindo uma jornalista libanesa, Amal Khalil, elevando o dia mais mortal desde o início do cessar-fogo.
- O cessar-fogo anterior expiraria no domingo (26); Washington trabalha para que Netanyahu e o presidente libanês, Josef Aoun, se encontrem em breve.
Após uma reunião de alto nível na Casa Branca, Israel e Líbano anunciaram a extensão do cessar-fogo por três semanas. A decisão foi comunicada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, na quinta-feira (23). Os bombardeios reduziram, mas continuaram ocorrências no sul do Líbano.
Trump recebeu o embaixador de Israel, Yechiel Leiter, e a embaixadora do Líbano, Nada Moawad, no Salão Oval. A reunião foi descrita como facilitação dos EUA para amenizar a tensão entre as partes. O Hezbollah não participou do encontro.
A declaração sinaliza que Washington buscará apoio libanês para conter o Hezbollah. O premiê israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente libanês, Josef Aoun, seriam recebidos em breve, segundo o mandatário americano.
Extensão do cessar-fogo e participantes
O cessar-fogo anterior venceria no domingo (26). A extensão ainda depende de próximos passos diplomáticos, com foco na segurança do Líbano e na limitação das ações do Hezbollah, grupo alinhado ao Irã.
Entre os participantes da reunião estiveram o vice-presidente JD Vance, o secretário de Estado Marco Rubio, o embaixador dos EUA em Israel Mike Huckabee e o embaixador no Líbano, Michel Issa. Também participaram líderes regionais e diplomáticos.
O objetivo declarado é permitir que o Líbano se proteja e avance em negociações sobre a fronteira terrestre, a retirada de forças israelenses e a responsabilização de ataques recentes. As autoridades ressaltaram a importância de evitar novas escaladas.
Dia mais mortal desde o cessar-fogo
Nesta quinta, o Exército de Israel afirmou ter matado dois indivíduos armados no sul do Líbano, em alegação de ameaça imediata. As informações não detalham vínculos com ataques anteriores.
Ainda ontem, o Ministério da Saúde do Líbano informou mortes em ataques aéreos e de artilharia próximos à fronteira. Um jornalista libanês, Amal Khalil, foi morto em um dos ataques, segundo fontes oficiais.
O Hezbollah, que não participou da reunião, disse defender o direito de resistir às forças de ocupação. O grupo enfatiza que precisa ser incluído nos debates sobre a segurança da região.
Quase 2.500 pessoas morreram no Líbano desde o início da ofensiva israelense em março. O cessar-fogo estabelece zonas de contenção, com Israel mantendo presença no norte libanês para evitar novos ataques.
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