- Noruega propõe abrir uma área de 329 mil km² do Mar de Noruega para mineração de fundo do mar, aproximadamente o tamanho da Alemanha.
- A região abriga minerais como magnésio, cobalto, cobre, níquel e metais de terras-raras, encontrados em crostas de manganês e depósitos sulfídricos a profundidades de 700 a 4.000 metros.
- Parte da área está na zona econômica exclusiva da Noruega; o restante fica em plataforma continental internacional. A Nora ganhou acesso à plataforma continental em 2009, apenas ao leito do mar, não à coluna de água.
- O processo de avaliação de impacto e consulta pública de 2021 a 2022 recebeu mais de mil respostas, com grande parte contrárias à mineração em alto-mar.
- O governo decidirá, ainda neste ano, se abre a área para mineração; caso aprovado, empresas podem pedir licenças de exploração e, futuramente, de exploração/exploração comercial, o que tem gerado debates sobre impactos ambientais, transfronteiriços de pesca e soberania sobre áreas como Svalbard.
Noruega propôs abrir uma área equivalente a Alemanha, no Mar da Noruega, para a mineração em alto-mar. A decisão envolve a Secretaria de Petróleo e Energia e pode avançar a exploração de minerais críticos para energias renováveis. Entidades científicas e ambientais expressaram preocupações sobre impactos ambientais.
A área proposta soma 329 mil quilômetros quadrados, abrangendo parte da Zona Econômica Exclusiva e grande parte da plataforma continental. O estudo da Direção de Petróleo da Noruega apontou abundância de minerais como magnésio, cobalto, cobre, níquel e metais de terras raras em crostas de manganês e depósitos sulfídicos a 700–4.000 metros de profundidade.
A avaliação de impacto, iniciada em 2021 e aberta a consultas públicas em 2022, recebeu mais de mil respostas, principalmente contrárias. A Agência Norueguesa do Ambiente destacou falhas na análise quanto a segurança, sustentabilidade e compatibilidade com a lei de minerais do leito marinho.
A decisão final cabe ao governo federal norueguês. Caso aprove a medida, Oslo pode tornar-se um dos primeiros países a iniciar mineração em águas próximas. Outros países exploraram o tema, mas nenhum chegou à exploração em grande escala.
Aviões de críticas destacam riscos ambientais, como poluição de plumas de sedimentos e impactos sobre habitats sob o fundo do mar. Pesquisadores ressaltam ainda a necessidade de estudos-base abrangentes antes de licenças de exploração. ONG e governos questionam a viabilidade de reciclagem como solução única.
Para alguns, a mineração de soluções marinhas poderia reduzir a dependência de minerais de países com instabilidade política. Entidades ambientalistas defendem uma abordagem de precaução maior e mais pesquisas para entender ecossistemas profundos e impactos nas redes tróficas.
O próximo passo envolve a entrega de um relatório técnico e a apresentação de um relatório ao parlamento na primavera. A permitibilidade dependerá de um regime de licenciamento gradual, que avance apenas com mineração feita de forma prudente e sustentável.
Impacto ambiental e governança
Organizações ambientais apontam lacunas na avaliação de impactos, especialmente sobre comunidades bentônicas, plumas sedimentares e ruído. Pesquisadores destacam a necessidade de estudos de linha de base antes de qualquer exploração comercial.
Caminhos regulatórios
Especialistas discutem a adoção de regulamentação rígida pela norma interna e pela participação de organismos internacionais. A comunidade científica recomenda cautela para evitar danos irreversíveis aos ecossistemas marinhos.
Perspectivas globais
Países como China, Papua-Nova Guiné, Ilhas Cook e Nova Zelândia exploraram opções, mas ainda não iniciaram mineração em grande escala. A ISA trabalha para regulamentação global, com críticas de governos e grupos civis sobre o ritmo e a qualidade das avaliações.
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