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Desabamento de túnel prende 41 operários por 17 dias

41 operários ficaram presos por 17 dias em túnel no Himalaia após desabamento durante o projeto Char Dham; todos foram resgatados

Ficou na história: Desabamento de túnel deixou 41 operários presos por 17 dias
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  • Em 12 de novembro de 2023, um túnel em construção no Himalaia, na Índia, desabou, deixando 41 operários presos em um espaço de 8,5 metros de altura e com 4,5 quilômetros de extensão.
  • Após 17 dias, no dia 28 de novembro de 2023, todos foram resgatados, um a um, por meio de um tubo de aço de 90 centímetros.
  • A operação contou com apoio da polícia, da Autoridade de Gestão de Desastres da Índia e do Fundo Estadual de Resposta a Desastres; a primeira etapa bem-sucedida ocorreu em 20 de novembro, quando um tubo de aço de 53 metros foi passado pelos escombros.
  • O túnel é parte do projeto Char Dham, uma rodovia de 889 quilômetros que liga templos no Himalaia; iniciado em 2018, com conclusão prevista para 2022 e custo estimado em US$ 1,5 bilhão.
  • O projeto enfrentou críticas ambientais e advertências legais, incluindo relatório de 2020 do Supremo Tribunal da Índia sobre impactos ambientais inadequadamente avaliados; sinais de instabilidade já haviam sido registrados dias antes do desabamento.

Foi confirmado que 41 operários ficaram presos por 17 dias após o desabamento de um túnel em construção nos Himalaias, na Índia, em 12 de novembro de 2023. O túnel, parte de um megaprojeto na autoestrada Char Dham, tem cerca de 4,5 km de extensão e altura de 8,5 metros. A obra visa ligar quatro templos hindus na região de Uttarkashi e Yamunotri.

As primeiras informações indicaram que os trabalhadores tinham acesso a luz, oxigênio, água, alimentos e medicamentos. Ambulâncias e um hospital de campanha permaneceram disponíveis para atender os 41 homens confinados.

Operação de resgate

No dia 20 de novembro, equipes conseguiram introduzir um tubo de aço de 53 metros pelos escombros para levar suprimentos e manter a comunicação com o grupo. A ação contou com a participação da polícia local, da Autoridade de Gestão de Desastres da Índia e do Fundo Estadual de Resposta a Desastres.

No dia 23 de novembro, a presença policial foi reforçada do lado de fora da obra. Com o avanço lento, engenheiros passaram a usar uma máquina de perfuração mais potente, o que acelerou o processo. Em determinado momento, houve tentativa de perfuração de uma broca enviada de Nova Delhi, que precisou ser interrompida após um som de rachadura.

Desafios da operação

A perfuradora acabou quebrando no estágio final, exigindo que mineiros especialistas abrissem passagem manualmente, com britadeiras e escavação a mão. As equipes seguiram trabalhando até que, no dia 28 de novembro, todos os 41 trabalhadores foram resgatados, um a um, por meio de um tubo de aço de 90 cm.

Contexto do projeto

O desabamento ocorreu em trecho da rodovia Char Dham, inserido em um megaprojeto governamental de 889 km para ligar templos sagrados na região. O túnel de 5 km, avaliado em US$ 1,5 bilhão, tinha previsão de conclusão para 2022, mas sofreu adiamentos.

A área é conhecida por deslizamentos, terremotos e inundações. Desde o início, o projeto recebeu críticas de ambientalistas e sofreu interrupções por danos a residências ao longo da rodovia. Em relatório de 2020, o Supremo Tribunal da Índia questionou a avaliação ambiental, embora a rodovia tenha sido aprovada em 2021 com recomendações ainda pendentes.

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