- Autoridades nigerianas apreenderam mais de 2 mil kg de escamas de pangolim e prenderam um suspeito, considerado broker, em dois galpões em Mubi, no estado de Adamawa, no dia cinco de dezembro.
- A operação contou com inteligência da Wildlife Justice Commission (WJC), ONG internacional que combate o crime ambiental organizado.
- As escamas, totalizando 2.179 kg, teriam origem em aproximadamente 1.100 pangolins abatidos no continente e seriam destinadas a mercados asiáticos, ligadas a redes ligados a Lagos.
- Desde 2021, a WJC atua com a Nigeria Customs Services para combater o tráfico de vida silvestre; é a terceira operação em 2024 envolvendo escamas de pangolim e a quarta no país neste ano.
- A parceria já resultou em 16 operações, 35 prisões, 12 condenações e a apreensão de cerca de 21,5 toneladas de escamas de pangolim (metade delas neste ano), além de 1,065 toneladas de marfim, respondendo por quase 95% de todas as apreensões de escamas no país.
Na sexta-feira 5 de dezembro, autoridades na Nigéria apreenderam 2,179 kg de escamas de pangolim em Mubi, estados de Adamawa, e prenderam um suspeito, possivelmente intermediário. A operação visava interromper o comércio transnacional de vida selvagem.
A ação foi realizada pelo comando Kano-Jigawa da Nigeria Customs Service (NCS) com apoio de inteligência fornecida pela Wildlife Justice Commission (WJC), ONG que atua no combate a crimes ambientais.
As escamas estavam armazenadas em dois galpões, prontos para exportação. A WJC estima que o material tenha origem em cerca de 1.100 pangolins abatidos pelo continente.
Segundo a ONG, o carregamento tem alto valor no mercado negro e estaria destinado a mercados asiáticos, com redes de tráfico associadas a Lagos. A operação marca o terceiro uso conjunto em 2024 envolvendo pangolim.
A parceria NCS-WJC desde 2021 já efetuou 16 operações, 35 prisões, 12 condenações e a apreensão de cerca de 21,5 toneladas de escamas de pangolim, além de 1,065 toneladas de marfim, respondendo por quase 95% das apreensões no país.
Representantes de organizações ligadas à conservação destacaram que os resultados indicam avanço no combate ao tráfico, embora tenham observado que muitos casos no passado foram resolvidos fora dos tribunais.
Fonte das informações: autoridades Nigerianas, com dados da WJC, que acompanha as operações desde o início da parceria.
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