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Autoridades sul-coreanas tentam prender presidente destituído em nova operação

- O presidente sul-coreano Yoon Suk-yeol enfrenta nova tentativa de prisão por insurreição. - A OICAF está no Palácio Presidencial, tentando coordenar a detenção de Yoon. - Confrontos entre manifestantes e polícia ocorrem em apoio ao ex-presidente. - O Tribunal Constitucional analisa a validade da destituição de Yoon, gerando tensão. - A defesa de Yoon considera a ordem de prisão ilegal, contestando a competência da OICAF.

As autoridades sul-coreanas tentam, desde a manhã desta quarta-feira, prender o presidente destituído Yoon Suk-yeol. Este é o segundo esforço para cumprir uma ordem de prisão contra ele, que é acusado de insurreição por ter tentado impor uma lei marcial em 3 de dezembro. A situação gerou uma das piores crises institucionais da democracia sul-coreana […]

As autoridades sul-coreanas tentam, desde a manhã desta quarta-feira, prender o presidente destituído Yoon Suk-yeol. Este é o segundo esforço para cumprir uma ordem de prisão contra ele, que é acusado de insurreição por ter tentado impor uma lei marcial em 3 de dezembro. A situação gerou uma das piores crises institucionais da democracia sul-coreana em décadas. De acordo com a agência Yonhap, membros da Oficina de Investigação da Corrupção de Altos Funcionários (OICAF) estão no Palácio Presidencial para coordenar a detenção e o interrogatório de Yoon.

A primeira tentativa de prisão ocorreu em 3 de janeiro, mas foi abortada devido à resistência do serviço de segurança presidencial, que formou um bloqueio humano. Um funcionário da OICAF declarou que, ao contrário do primeiro intento, não houve resistência ativa desta vez, e os investigadores conseguiram acessar o complexo presidencial, mesmo enfrentando bloqueios de legisladores e advogados de Yoon. A polícia mobilizou cerca de 3.000 agentes para garantir a segurança na área, onde cerca de 6.500 apoiadores do ex-presidente se reuniram.

Yoon foi suspenso de suas funções após uma votação parlamentar em 14 de dezembro e permanece cercado por apoiadores em sua residência oficial. O Tribunal Constitucional iniciou um julgamento para decidir sobre a validade de sua destituição. A defesa de Yoon considera a ordem de prisão ilegal, alegando que a OICAF não tem competência para investigar os casos que envolvem o ex-presidente. Em contrapartida, a OICAF afirma que Yoon não atendeu a convites para comparecer ao interrogatório.

Além de Yoon, a polícia também busca prender Kim Seong-hoon, o subchefe do serviço de segurança presidencial, por supostamente obstruir a ação dos investigadores. As ordens de prisão foram emitidas pelo Tribunal do Distrito Oeste de Seul e são válidas até 21 de janeiro. A situação continua tensa, com confrontos esporádicos entre manifestantes e a polícia nas proximidades da residência presidencial.

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