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Presidente destituído da Coreia do Sul, Yoon Suk-yeol, é preso em sua residência

- O ex-presidente Yoon Suk-yeol foi preso após confrontos com a guarda presidencial. - Ele é o primeiro presidente sul-coreano a ser preso, mesmo após destituição. - A prisão ocorre em meio a investigações sobre tentativa de lei marcial. - A situação gerou protestos de apoiadores, que alegam "mandato ilegal". - A crise política se agrava, com a Justiça analisando a destituição de Yoon.

O presidente destituído da Coreia do Sul, Yoon Suk-yeol, foi preso nesta quarta-feira após uma nova tentativa das autoridades de detê-lo em sua residência, marcada por confrontos com a guarda presidencial. A Justiça havia emitido uma ordem de prisão em dezembro, enquanto investigações apuram se sua tentativa de impor lei marcial no início do mês […]

O presidente destituído da Coreia do Sul, Yoon Suk-yeol, foi preso nesta quarta-feira após uma nova tentativa das autoridades de detê-lo em sua residência, marcada por confrontos com a guarda presidencial. A Justiça havia emitido uma ordem de prisão em dezembro, enquanto investigações apuram se sua tentativa de impor lei marcial no início do mês configuraria insurreição, levando ao seu afastamento e à crise política no país. Yoon se torna o primeiro presidente em exercício na história sul-coreana a ser preso, apesar de sua destituição pelo Parlamento.

O advogado de Yoon, Seok Dong-hyeon, informou que o presidente concordou em comparecer voluntariamente ao Escritório de Investigação de Corrupção devido ao “risco de uma situação grave” entre os investigadores e a segurança presidencial. Desde sua ascensão ao poder em 3 de dezembro, Yoon enfrentou resistência e tensões, especialmente após ordenar a invasão do Parlamento para evitar votações contrárias à lei marcial. A situação se intensificou com a presença de centenas de investigadores e policiais em sua residência, que tentaram cumprir o mandado de prisão.

Imagens mostraram investigadores subindo escadas e agentes da polícia cercando a área, enquanto apoiadores de Yoon protestavam, gritando “mandato ilegal!” e bloqueando a entrada. A polícia havia preparado barricadas e, em resposta à resistência, decidiu não usar armas de fogo, optando por coletes à prova de bala. A primeira tentativa de prisão, em 3 de janeiro, falhou após um impasse com o Serviço de Segurança Presidencial, que se opôs à ação.

Se Yoon for detido, poderá ser mantido sob custódia por até 48 horas, necessitando de um novo mandado para prolongar a detenção. A equipe jurídica de Yoon contestou a legalidade do mandado, enquanto um julgamento paralelo sobre sua destituição teve início, com audiências programadas para continuar sem sua presença, devido a alegadas preocupações de segurança.

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