O primeiro-ministro tcheco, Petr Fiala, anunciou que a República Tcheca não precisa mais importar petróleo da Rússia, graças a melhorias tecnológicas que aumentaram a capacidade do oleoduto Transalpino (TAL). Este oleoduto, que conecta o porto de Trieste, na Itália, à Alemanha e outros países da Europa Central, agora pode fornecer quatro milhões de toneladas adicionais […]
O primeiro-ministro tcheco, Petr Fiala, anunciou que a República Tcheca não precisa mais importar petróleo da Rússia, graças a melhorias tecnológicas que aumentaram a capacidade do oleoduto Transalpino (TAL). Este oleoduto, que conecta o porto de Trieste, na Itália, à Alemanha e outros países da Europa Central, agora pode fornecer quatro milhões de toneladas adicionais de petróleo, totalizando oito milhões de toneladas por ano, suficiente para atender ao consumo nacional.
A busca pela independência energética começou após a invasão da Ucrânia em 2022, quando a República Tcheca decidiu reduzir sua dependência do petróleo russo, que historicamente representava metade do consumo do país, proveniente do oleoduto Druzhba. Embora a União Europeia tenha banido a maior parte do petróleo russo, o Druzhba era uma exceção devido à falta de alternativas viáveis.
Fiala destacou que, apesar de os testes e a certificação do TAL ainda estarem em andamento, o país já pode contar com esse oleoduto em caso de interrupções no fluxo russo. Ele afirmou que a República Tcheca não possui mais contratos diretos com fornecedores de gás da Rússia, garantindo que Vladimir Putin não pode mais usar o abastecimento de petróleo como forma de chantagem.
A situação se agrava com a Ucrânia suspendendo o transporte de gás russo para a Europa em 31 de dezembro de 2024, citando razões de segurança nacional. A Gazprom, estatal russa, enfrentou uma perda de 6,9 bilhões de dólares em 2022, a primeira em mais de 20 anos, devido à queda nas vendas para a Europa, apesar de seus esforços para aumentar as exportações para a China.
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