A França anunciou que tomará “medidas de reciprocidade” contra a Venezuela, após o governo de Nicolás Maduro limitar a presença diplomática francesa no país sul-americano a três funcionários. A decisão foi comunicada pela Chancelaria francesa nesta quinta-feira, um dia após convocar o encarregado de negócios venezuelano em Paris. O Ministério das Relações Exteriores francês rejeitou […]
A França anunciou que tomará “medidas de reciprocidade” contra a Venezuela, após o governo de Nicolás Maduro limitar a presença diplomática francesa no país sul-americano a três funcionários. A decisão foi comunicada pela Chancelaria francesa nesta quinta-feira, um dia após convocar o encarregado de negócios venezuelano em Paris. O Ministério das Relações Exteriores francês rejeitou as acusações de interferência e afirmou que tomará as medidas que considerar necessárias, embora não tenha especificado quais.
A restrição imposta pela Venezuela foi anunciada na terça-feira, 14 de agosto, e também afeta os diplomatas da Itália e dos Países Baixos, que tiveram suas equipes reduzidas a três. O governo venezuelano justificou a ação alegando uma conduta “hostil” por parte desses países, especialmente após a posse de Maduro para um terceiro mandato, considerada fraudulenta pela comunidade internacional. Na quarta-feira, os Países Baixos exigiram que a Venezuela reduzisse sua equipe diplomática no país, enquanto a Itália convocou seu encarregado de negócios em protesto.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores francês, Christophe Lemoine, destacou que a convocação do diplomata venezuelano se deu em resposta à decisão de Caracas de restringir a embaixada francesa. Além disso, o chanceler italiano, Antonio Tajani, expressou um “protesto veemente” contra a falta de informações sobre a detenção de um cidadão italiano na Venezuela, reafirmando a necessidade de respeito às leis internacionais.
A União Europeia lamentou a decisão da Venezuela e pediu que o governo revogue a ordem, que, segundo o bloco, apenas “aprofundará” o isolamento internacional do país. A situação se agrava em um contexto de crescente tensão diplomática, com várias nações ocidentais não reconhecendo a vitória de Maduro nas eleições de julho de 2024. Os Estados Unidos, por sua vez, ofereceram uma recompensa de US$ 25 milhões pela prisão de Maduro, intensificando ainda mais a crise política na Venezuela.
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