O presidente afastado da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, não compareceu a um segundo dia de interrogatório nesta quinta-feira, 16, conforme informado por seu advogado. Yoon, que se tornou o primeiro presidente sul-coreano a ser preso, foi detido no Centro de Detenção de Seul na quarta-feira, 15, após se recusar a cooperar com as […]
O presidente afastado da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, não compareceu a um segundo dia de interrogatório nesta quinta-feira, 16, conforme informado por seu advogado. Yoon, que se tornou o primeiro presidente sul-coreano a ser preso, foi detido no Centro de Detenção de Seul na quarta-feira, 15, após se recusar a cooperar com as investigações sobre sua tentativa de impor a Lei Marcial em dezembro. As autoridades têm um prazo de 48 horas para interrogá-lo, podendo solicitar um mandado de detenção por até 20 dias.
A recusa de Yoon em colaborar ocorre em um momento crítico, com o Tribunal Constitucional prestes a realizar uma audiência sobre seu impeachment. O presidente afastado já havia se negado a responder perguntas e a gravar os depoimentos, alegando que sua saúde não permitia mais interrogatórios. Seu advogado, Yoon Kab-keun, afirmou que não havia mais informações a serem fornecidas e que o mandado de prisão era ilegal, pois a equipe de investigação não tinha jurisdição.
Yoon foi preso após uma tentativa frustrada de detenção, quando guardas presidenciais impediram os investigadores de acessarem sua residência. A prisão ocorreu após uma operação policial que envolveu mais de três mil agentes. A situação política na Coreia do Sul se agrava, com pesquisas indicando que a maioria da população apoia o impeachment de Yoon, embora sua detenção tenha galvanizado seus apoiadores.
O Tribunal Constitucional decidirá se Yoon será permanentemente afastado ou se seus poderes serão restaurados. O processo de impeachment, que pode durar até 180 dias, foi adiado devido à ausência do presidente na audiência anterior. Yoon agora se encontra em uma cela solitária, onde outras figuras proeminentes também estiveram detidas, como a ex-presidente Park Geun-hye.
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