Neste domingo, 19 de novembro de 2024, três reféns israelenses foram libertadas pelo Hamas como parte de um acordo de cessar-fogo que entrou em vigor pela manhã. As mulheres, Romi Gonen (24), Emily Damari (28) e Doron Steinbrecher (31), foram entregues à Cruz Vermelha Internacional após mais de 15 meses de cativeiro. Durante a transmissão […]
Neste domingo, 19 de novembro de 2024, três reféns israelenses foram libertadas pelo Hamas como parte de um acordo de cessar-fogo que entrou em vigor pela manhã. As mulheres, Romi Gonen (24), Emily Damari (28) e Doron Steinbrecher (31), foram entregues à Cruz Vermelha Internacional após mais de 15 meses de cativeiro. Durante a transmissão ao vivo, elas foram vistas sendo levadas por milicianos do Hamas antes de serem encaminhadas para um hospital em Tel Aviv, onde estão recebendo cuidados médicos.
O acordo prevê a libertação de 33 reféns israelenses ao longo de seis semanas, em troca da soltura de 737 prisioneiros palestinos por Israel. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, destacou que as reféns passaram por um “inferno” e expressou alívio pelo retorno delas. Em contrapartida, o porta-voz do Hamas, Abu Obeida, reafirmou o compromisso do grupo com o cessar-fogo, embora tenha alertado que a continuidade do acordo depende da adesão de Israel.
A trégua foi precedida por um atraso de quase três horas devido à demora do Hamas em fornecer a lista de reféns. Apesar disso, a população de Gaza celebrou o fim dos ataques, com muitos se reunindo nas ruas para dançar e cantar. O cessar-fogo marca a primeira pausa nas hostilidades em 466 dias, desde o início da ofensiva israelense em outubro de 2023, que resultou em aproximadamente 46.913 mortes na região.
A situação humanitária em Gaza permanece crítica, com a entrada de ajuda humanitária sendo uma prioridade. Autoridades egípcias preveem que cerca de 600 caminhões com suprimentos essenciais possam cruzar a fronteira diariamente. O acordo de cessar-fogo também abre espaço para futuras negociações que visam resolver a crise de forma mais abrangente, embora a questão de quem administrará Gaza após o conflito ainda permaneça sem resposta.
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