O governo de Honduras, que preside a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), convocou uma reunião extraordinária de chanceleres para discutir os desafios da região em 2025, especialmente a ameaça de Donald Trump de exigir a devolução do Canal do Panamá. A Colômbia propôs uma declaração em repúdio à postura de Trump, mas a […]
O governo de Honduras, que preside a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), convocou uma reunião extraordinária de chanceleres para discutir os desafios da região em 2025, especialmente a ameaça de Donald Trump de exigir a devolução do Canal do Panamá. A Colômbia propôs uma declaração em repúdio à postura de Trump, mas a ideia foi rejeitada pela Argentina, liderada por Javier Milei, que já se posiciona como porta-voz dos interesses do republicano.
Analistas alertam que o retorno de Trump à presidência dos EUA pode trazer riscos significativos para a América Latina, incluindo impactos em migração, comércio e possíveis intervenções em países considerados hostis. A relação entre Trump e Milei é vista como um “bromance”, com afinidades políticas e retóricas, embora haja preocupações sobre se as expectativas argentinas em relação a Trump são realistas, especialmente em termos de apoio financeiro do Fundo Monetário Internacional (FMI).
Durante a reunião da Celac, a Argentina se isolou ao demonstrar disposição para atender aos interesses de Trump, mesmo que isso contrarie a posição de outros países da região. Milei, que busca se projetar globalmente, está disposto a apoiar Trump em questões que outros líderes não aceitariam. A relação da Argentina com os EUA é menos complicada em termos de migração, mas a crescente dependência financeira de Milei da China pode gerar tensões.
Milei foi um dos poucos líderes convidados para a posse de Trump e já expressou interesse em negociar um acordo de livre comércio com os EUA, o que preocupa o Brasil. Com a presidência temporária do Mercosul em 2025, Milei pretende pressionar por negociações com os EUA, mesmo que isso signifique violar regras do bloco. Analistas preveem que a relação entre Milei e Trump será marcada por uma clara subordinação, com o argentino buscando apoio econômico e alinhamento em questões de defesa e segurança, especialmente em relação à China.
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