A posse de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos, ocorrida nesta segunda-feira (20), trouxe uma série de promessas e medidas que visam reverter políticas implementadas durante o governo de Joe Biden. Em seu discurso, Trump declarou que “a era de ouro da América começa agora”, enfatizando um retorno a políticas protecionistas e uma postura […]
A posse de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos, ocorrida nesta segunda-feira (20), trouxe uma série de promessas e medidas que visam reverter políticas implementadas durante o governo de Joe Biden. Em seu discurso, Trump declarou que “a era de ouro da América começa agora”, enfatizando um retorno a políticas protecionistas e uma postura rigorosa em relação à imigração. Ele anunciou a declaração de emergência nacional na fronteira com o México, prometendo deportar “milhões de imigrantes criminosos” e restabelecer a política “Fique no México”, que obriga solicitantes de asilo a aguardar no território mexicano enquanto seus casos são analisados.
Além disso, Trump revogou o uso do aplicativo CBP One, que permitia a agendamento de entrevistas para imigração, cancelando compromissos de milhares de imigrantes que esperavam entrar legalmente nos EUA. A medida efetivamente fecha a fronteira para novos solicitantes de asilo, gerando desespero entre aqueles que aguardavam a oportunidade de regularizar sua situação. O presidente também designou cartéis de drogas como organizações terroristas, uma ação que pode abrir caminho para intervenções militares no México.
No âmbito ambiental, Trump anunciou a retirada dos EUA do Acordo de Paris e a revogação de políticas que promoviam a transição para energias renováveis, priorizando a exploração de combustíveis fósseis. A ministra do Meio Ambiente brasileira, Marina Silva, expressou preocupação com essas decisões, afirmando que elas vão na contramão do combate às mudanças climáticas e da valorização de fontes renováveis.
Trump também prometeu acabar com a cidadania automática para filhos de imigrantes indocumentados, uma medida que deve enfrentar desafios legais, e anunciou um congelamento nas contratações federais, além de exigir que os funcionários públicos retornem ao trabalho presencial. O novo presidente busca implementar uma agenda que, segundo analistas, pode gerar tensões tanto internamente quanto nas relações internacionais, especialmente com o México e outros países da América Latina.
Entre na conversa da comunidade