O chefe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, afirmou que o Irã está “apertando o acelerador” em seu enriquecimento de urânio, alcançando níveis próximos ao necessário para a produção de armas nucleares. Durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, Grossi destacou que a produção mensal de urânio enriquecido a até 60% subiu […]
O chefe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, afirmou que o Irã está “apertando o acelerador” em seu enriquecimento de urânio, alcançando níveis próximos ao necessário para a produção de armas nucleares. Durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, Grossi destacou que a produção mensal de urânio enriquecido a até 60% subiu de aproximadamente sete quilos para mais de 30 quilos. Essa aceleração foi confirmada pela AIEA, que informou que o Irã possui cerca de 200 kg de urânio enriquecido a esse nível.
As potências ocidentais consideram essa medida uma grave escalada, argumentando que não há justificativa civil para o enriquecimento em tal grau, uma vez que nenhum outro país o fez sem desenvolver armas nucleares. O Irã, por sua vez, defende que seu programa é pacífico e que tem o direito de enriquecer urânio em qualquer nível. Grossi também mencionou que, embora o país tenha capacidade de enriquecer urânio, levará tempo para instalar e operar novas centrífugas.
António Guterres, secretário-geral da ONU, pediu que o Irã dê um passo inicial para melhorar suas relações com os países vizinhos e os Estados Unidos, enfatizando a importância de renunciar ao desenvolvimento de armas nucleares. Guterres expressou esperança de que o Irã deixe claro que não pretende buscar tais armamentos, enquanto se envolve de forma construtiva com a comunidade internacional.
A situação atual é complexa, especialmente após a retirada dos Estados Unidos do acordo nuclear que impunha limites às atividades atômicas do Irã. Grossi sugeriu que a diplomacia entre o Irã e o novo governo dos EUA poderia abrir caminhos para um possível entendimento, destacando que as declarações iniciais do presidente Donald Trump indicam uma disposição para diálogo.
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