Na segunda-feira, 20 de janeiro de 2025, Donald Trump tomou posse como o 47º presidente dos Estados Unidos, em um evento marcado por mudanças significativas no Salão Oval. Com Joe Biden ainda na residência, a troca de móveis e adereços ocorreu rapidamente, preparando o espaço para a nova administração. Trump, sentado na icônica Resolute Desk, […]
Na segunda-feira, 20 de janeiro de 2025, Donald Trump tomou posse como o 47º presidente dos Estados Unidos, em um evento marcado por mudanças significativas no Salão Oval. Com Joe Biden ainda na residência, a troca de móveis e adereços ocorreu rapidamente, preparando o espaço para a nova administração. Trump, sentado na icônica Resolute Desk, iniciou a assinatura de quase cem decretos, incluindo a restauração de itens que haviam sido removidos por Biden, como as bandeiras militares e a escultura “Bronco Buster”.
A escolha da foto oficial de Trump, que foi cuidadosamente monitorada por ele, reflete uma postura agressiva e intensa, sem sinais de afabilidade. O historiador Kelly Grovier descreveu a imagem como “cuidadosamente coreografada”, destacando a iluminação e o olhar severo de Trump, que busca causar impacto. Grovier comparou essa expressão a um autorretrato do artista barroco Salvator Rosa, enfatizando a intenção triunfante de Trump.
Em seu primeiro ato após a posse, Trump reviveu um decreto de 2020 que exigia que novos edifícios federais seguissem o estilo clássico da arquitetura tradicional, elogiando as construções da Grécia e Roma. O decreto, que havia sido cancelado por Biden, gerou controvérsias ao associar o neoclassicismo à branquitude e à superioridade moral de proprietários de plantações do sul. Trump deu um prazo de 60 dias para que a arquitetura oficial se alinhasse a esses princípios.
A visão de Trump sobre o que constitui “belo” ou “clássico” é considerada elástica, refletindo sua abordagem controversa à arquitetura. Sua administração, marcada por uma aversão à diversidade cultural e ao dissenso, pode ser vista como uma continuação de sua agenda política, que prioriza uma estética que ressoa com sua base. A crítica à sua “arte cívica” sugere um temor sobre as implicações culturais e sociais de suas decisões.
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