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Israel confirma que oito reféns a serem libertados pelo Hamas estão mortos

- Oito dos 33 reféns a serem libertados pelo Hamas estão mortos, segundo Israel. - As famílias foram informadas sobre o status dos reféns, incluindo sete já liberados. - Israel planeja libertar cerca de 2 mil prisioneiros palestinos como parte do acordo. - O cessar-fogo trouxe alívio à Gaza após mais de 15 meses de bombardeios. - Mais de 200 mil palestinos deslocados começaram a retornar ao norte de Gaza.

O porta-voz do governo de Israel, David Mencer, anunciou que oito dos 33 reféns que seriam libertados pelo Hamas na primeira fase do acordo de cessar-fogo estão mortos. Os outros 25 cativos estão vivos, incluindo sete que já foram libertados nas últimas semanas. Mencer informou que as autoridades israelenses foram notificadas sobre o status dos […]

O porta-voz do governo de Israel, David Mencer, anunciou que oito dos 33 reféns que seriam libertados pelo Hamas na primeira fase do acordo de cessar-fogo estão mortos. Os outros 25 cativos estão vivos, incluindo sete que já foram libertados nas últimas semanas. Mencer informou que as autoridades israelenses foram notificadas sobre o status dos reféns após receberem uma lista do Hamas, que não comentou sobre a causa das mortes, mas Mencer afirmou que os reféns foram assassinados pelo grupo.

A primeira fase do acordo de cessar-fogo, que começou em 19 de janeiro, prevê a libertação de reféns capturados durante os ataques de 7 de outubro de 2023. As famílias dos reféns, vivos ou mortos, foram contatadas pelas autoridades israelenses no domingo. Dos 26 reféns que ainda serão liberados, 21 são homens, três são mulheres e duas são crianças, com idades variando de dois a 86 anos. Israel também se comprometeu a libertar cerca de 2 mil prisioneiros palestinos como parte do acordo.

O cessar-fogo trouxe um alívio significativo para a população de Gaza, encerrando mais de 15 meses de bombardeios israelenses. Mais de 200 mil palestinos deslocados começaram a retornar para suas casas no norte de Gaza, após a abertura de um corredor que conecta as extremidades do enclave. A região, devastada por ataques aéreos e terrestres, apresenta 90% das estruturas danificadas ou destruídas.

Os reféns libertados relataram ter passado mais de oito meses em túneis, apresentando sintomas de mau estado nutricional. O oficial da Força de Defesa de Israel, Avi Benov, afirmou que as ex-reféns receberam vitaminas e alimentos durante a primeira avaliação médica. Ele observou que as condições de saúde mental dos libertados são complexas e que os mais jovens estavam em melhor estado. Benov também mencionou que o Hamas pode ter proporcionado melhores condições alimentares antes da liberação, possivelmente para fins de propaganda.

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