Uma semana após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conceder perdão a quase todos os condenados pela invasão ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021, o Departamento de Justiça removeu um banco de dados que detalhava as acusações criminais dos manifestantes. Os perdões abrangeram desde invasão de propriedade até agressões a policiais, gerando […]
Uma semana após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conceder perdão a quase todos os condenados pela invasão ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021, o Departamento de Justiça removeu um banco de dados que detalhava as acusações criminais dos manifestantes. Os perdões abrangeram desde invasão de propriedade até agressões a policiais, gerando controvérsia política. Trump também libertou antecipadamente 14 membros de grupos extremistas de direita e pediu o arquivamento de mais de 300 casos pendentes.
A remoção da página foi celebrada por condenados e apoiadores, como Brandon Straka, que chamou a ação de “grande vitória”. Ele afirmou que o site era uma “arma de assédio” do governo federal. Straka atribuiu a remoção ao novo procurador interino, Ed Martin, um ativista conservador que participou do financiamento do comício de Trump no dia do ataque ao Capitólio. Ele destacou que o site prejudicava a vida dos condenados ao expor suas acusações.
O ataque ao Capitólio resultou na maior investigação criminal federal da história dos EUA, com mais de 1.583 pessoas acusadas até este ano. Mais de mil se declararam culpadas, e mais de 200 foram condenadas em julgamento. Quando Trump ordenou a retirada das acusações, cerca de 300 casos ainda estavam pendentes. Embora partes do banco de dados tenham permanecido acessíveis, muitas informações agora estão inacessíveis.
Além disso, o FBI também retirou do ar arquivos sobre procurados pelo motim. A remoção incluiu informações sobre duas bombas encontradas em 5 de janeiro de 2021, que ainda não foram atribuídas a suspeitos. A recusa de Trump em aceitar sua derrota eleitoral em 2020 se tornou um aspecto central de sua identidade política, e os perdões em massa foram um pilar de sua campanha de reeleição, apesar das críticas sobre a normalização da violência política.
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