Desde quarta-feira, pelo menos quinze indígenas nos estados do Arizona e Novo México relataram ter sido parados em suas casas e locais de trabalho por agentes federais, que exigiram provas de cidadania durante operações de imigração. As informações, confirmadas por autoridades da Nação Navajo, geraram pânico nas comunidades tribais, em meio ao aumento das ações […]
Desde quarta-feira, pelo menos quinze indígenas nos estados do Arizona e Novo México relataram ter sido parados em suas casas e locais de trabalho por agentes federais, que exigiram provas de cidadania durante operações de imigração. As informações, confirmadas por autoridades da Nação Navajo, geraram pânico nas comunidades tribais, em meio ao aumento das ações contra imigrantes indocumentados promovidas pela administração de Donald Trump. O número exato de cidadãos indígenas detidos ainda está sendo investigado, conforme declarado pela porta-voz do Conselho da Nação Navajo, Crystalyne Curley.
A situação se agravou com relatos de que um membro da tribo foi detido em Phoenix, mas liberado após apresentar sua identificação tribal. A senadora do Arizona, Theresa Hatathlie, também recebeu relatos de uma mulher navajo que foi questionada por agentes de imigração em seu local de trabalho em Scottsdale, onde ela e outros indígenas foram interrogados por duas horas sem acesso a seus celulares. Hatathlie destacou que a prática de não reconhecer documentos indígenas como prova válida de cidadania é uma preocupação crescente.
Em resposta, a Operação Rainbow Bridge, uma organização sem fins lucrativos, lançou a Iniciativa de Crise de Imigração para ajudar os indígenas afetados. A iniciativa recomenda que os cidadãos indígenas carreguem documentos de identificação e um guia foi disponibilizado, orientando sobre como agir em caso de abordagem por agentes de imigração. Além disso, as autoridades navajo incentivam a aplicação para cartões de identificação tribal e a educação das crianças sobre os riscos associados a essas operações.
Os recentes episódios reabrem feridas históricas para os povos indígenas, que habitam as Américas há milênios. James Jackson, um ancião da Nação Navajo, expressou sua indignação, afirmando que as táticas anti-imigração vão contra os valores indígenas de respeito e harmonia com a terra. Ele e Hatathlie enfatizaram que a colonização e as práticas atuais de imigração refletem uma falta de respeito pela história e pelos direitos dos povos originários, que continuam a lutar por reconhecimento e dignidade em suas terras ancestrais.
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