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Gabbard evita responder se Snowden é traidor e complica chances de confirmação como diretora de inteligência

- Tulsi Gabbard, ex-congressista, defendeu Edward Snowden em 2020, mas hesitou em chamá-lo de traidor durante audiência recente. - Mudança de posição sobre a Seção 702 da Lei de Vigilância de Inteligência Estrangeira levanta dúvidas sobre sua compreensão da legislação. - Gabbard enfatizou a importância de reformas para prevenir vazamentos, mas não respondeu claramente sobre Snowden. - Críticas sobre sua reunião com Assad e alegações de adotar propaganda russa foram abordadas, mas sem clareza. - O apoio do presidente do comitê pode ser crucial, mas Gabbard enfrenta resistência de senadores de ambos os partidos.

Durante uma audiência no Senado, Tulsi Gabbard, indicada para diretora de inteligência nacional, evitou responder se considera Edward Snowden um traidor. Em 2020, Gabbard havia proposto que o governo federal retirasse as acusações contra Snowden, que revelou a coleta em massa de dados da NSA em 2013. O senador republicano James Lankford questionou Gabbard sobre […]

Durante uma audiência no Senado, Tulsi Gabbard, indicada para diretora de inteligência nacional, evitou responder se considera Edward Snowden um traidor. Em 2020, Gabbard havia proposto que o governo federal retirasse as acusações contra Snowden, que revelou a coleta em massa de dados da NSA em 2013. O senador republicano James Lankford questionou Gabbard sobre as ações de Snowden, que muitos na comunidade de inteligência consideram traição. Gabbard, no entanto, focou em reformas para prevenir vazamentos futuros, afirmando que Snowden “quebrou a lei”, mas também expôs “programas ilegais e inconstitucionais”.

A audiência também abordou a mudança de posição de Gabbard sobre a Seção 702 da Lei de Vigilância de Inteligência Estrangeira (FISA). Anteriormente, ela havia pedido a revogação da lei, mas agora sinalizou apoio após reformas. O senador Mark Warner questionou Gabbard sobre essas reformas, enquanto o senador John Cornyn a desafiou sobre sua compreensão da Seção 702, levantando dúvidas sobre seu conhecimento em um dos principais instrumentos de vigilância do governo.

Gabbard enfrentou críticas sobre sua reunião com o presidente sírio Bashar al-Assad e alegações de que adota posições pró-Rússia. Em sua defesa, ela acusou opositores políticos de promoverem preconceitos contra ela e se posicionou contra a ideia de ser uma “marionete” de Trump ou da Rússia. Warner expressou preocupações sobre a confiança que aliados teriam em compartilhar informações sensíveis, questionando se Gabbard possui as qualificações necessárias para o cargo.

Apesar das controvérsias, Gabbard recebeu o apoio do presidente do comitê, Tom Cotton, que destacou seu histórico militar e a limpeza de cinco verificações de antecedentes do FBI. A audiência evidenciou a tensão entre suas opiniões sobre vigilância e a necessidade de apoio bipartidário para sua confirmação.

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