No dia 20 de janeiro de 2021, Donald Trump, então presidente dos Estados Unidos, anunciou a saída do país da Organização Mundial da Saúde (OMS), justificando a decisão com críticas à gestão da entidade e à insatisfação com o valor que os EUA contribuem em comparação à China. Os EUA são o maior financiador da […]
No dia 20 de janeiro de 2021, Donald Trump, então presidente dos Estados Unidos, anunciou a saída do país da Organização Mundial da Saúde (OMS), justificando a decisão com críticas à gestão da entidade e à insatisfação com o valor que os EUA contribuem em comparação à China. Os EUA são o maior financiador da OMS, respondendo por cerca de 18% do orçamento da organização, com uma contribuição total de US$ 1,28 bilhão para o biênio 2022-2023, sendo US$ 1 bilhão em doações voluntárias. Em contraste, a China contribuiu com apenas US$ 156 milhões no mesmo período.
Trump alegou que a OMS havia sido enganosa e que os EUA não deveriam arcar com um valor tão superior ao da China. Ele não mencionou as regras da OMS que determinam as contribuições dos países, que são baseadas no PIB. A saída dos EUA da OMS deve ser concluída em 22 de janeiro de 2026, e o presidente indicou que poderia reconsiderar a decisão se o valor a ser repassado fosse reduzido. A OMS, por sua vez, destacou a importância da participação dos EUA na saúde global e expressou esperança de que a nova administração reavalie a decisão.
A retirada dos EUA pode impactar significativamente a saúde pública global, especialmente em países de baixa renda que dependem de financiamentos para o combate a doenças infecciosas. O programa PEPFAR, que financia a luta contra o HIV, pode ser afetado, resultando na interrupção de tratamentos essenciais para milhões de pessoas. Especialistas alertam que a saída dos EUA da OMS pode enfraquecer a resposta a futuras emergências de saúde pública, como pandemias.
A Organização Mundial da Saúde e a União Europeia manifestaram preocupação com a decisão de Trump, enfatizando a importância da colaboração internacional na proteção da saúde global. A OMS ressaltou que, ao longo de mais de sete décadas, a parceria com os EUA salvou vidas e ajudou a erradicar doenças. A porta-voz da Comissão Europeia expressou esperança de que a administração americana reconsidere a retirada, destacando a necessidade de um diálogo construtivo para o bem-estar da população mundial.
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