O presidente interino da Síria, Ahmed al Sharaa, chegou neste domingo (2) à Arábia Saudita, marcando sua primeira viagem ao exterior desde a queda do regime de Bashar al-Assad em dezembro. Acompanhado pelo ministro das Relações Exteriores, Asaad al Shaibani, ele foi recebido por autoridades sauditas no aeroporto e se reuniu com o príncipe herdeiro, […]
O presidente interino da Síria, Ahmed al Sharaa, chegou neste domingo (2) à Arábia Saudita, marcando sua primeira viagem ao exterior desde a queda do regime de Bashar al-Assad em dezembro. Acompanhado pelo ministro das Relações Exteriores, Asaad al Shaibani, ele foi recebido por autoridades sauditas no aeroporto e se reuniu com o príncipe herdeiro, Mohamed bin Salman. Al Sharaa foi nomeado presidente interino em uma reunião do comando militar de sua coalizão de grupos armados.
A Arábia Saudita, uma potência sunita no mundo árabe, parabenizou Al Sharaa por sua nomeação e expressou votos de sucesso. As novas autoridades sírias buscam apoio financeiro das nações do Golfo para a reconstrução do país, devastado pela guerra. Em uma entrevista ao canal saudita Al Arabiya, Al Sharaa destacou que a Arábia Saudita terá um papel importante no futuro da Síria, mencionando uma “grande oportunidade de investimento”.
A pesquisadora Rabha Seif Allam afirmou que Riad desempenha um papel crucial na reintegração da nova Síria no mundo árabe. Ela observou que a estabilização na Síria beneficiaria diretamente a Arábia Saudita, ao mesmo tempo que enfraqueceria a influência do Irã na região. A relação entre Arábia Saudita e Irã, embora tenha melhorado em 2023, ainda é tensa, especialmente em relação à guerra civil síria.
Além disso, a Síria busca o fim das sanções internacionais que afetam sua economia desde 1979. O chefe da diplomacia saudita, que visitou Damasco no mês passado, prometeu ajudar nesse processo. Durante essa visita, o príncipe Faisal bin Farhan reafirmou o compromisso da Arábia Saudita com um diálogo ativo com todos os países relevantes. Recentemente, Damasco também recebeu o emir do Catar, que enfatizou a necessidade de um governo representativo para consolidar a estabilidade e avançar na reconstrução do país.
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