O ex-presidente argentino Alberto Fernández prestou depoimento nesta terça-feira, 4 de fevereiro de 2025, no tribunal de Comodoro Py, em Buenos Aires, em resposta a acusações de violência de gênero feitas por sua ex-companheira, Fabiola Yañez. A audiência, que durou cerca de 40 minutos, foi marcada por tensão, com o peronista optando por não responder […]
O ex-presidente argentino Alberto Fernández prestou depoimento nesta terça-feira, 4 de fevereiro de 2025, no tribunal de Comodoro Py, em Buenos Aires, em resposta a acusações de violência de gênero feitas por sua ex-companheira, Fabiola Yañez. A audiência, que durou cerca de 40 minutos, foi marcada por tensão, com o peronista optando por não responder a perguntas, conforme fontes do jornal argentino La Nación. Após o depoimento, ele se manifestou em sua conta no X, negando as acusações e criticando o juiz Julián Ercolini, o promotor Ramiro González e Yañez.
Fernández afirmou: “Nunca usei violência física contra Fabiola Yañez”, ressaltando que não há testemunhas que confirmem qualquer ato violento de sua parte. Ele solicitou sua absolvição e anunciou a intenção de processar Yañez por falso testemunho. Para sua defesa, pediu depoimentos de ex-funcionários, incluindo a ex-ministra do Desenvolvimento Social, Victoria Tolosa Paz, e o ex-chefe de gabinete, Santiago Cafiero. Além disso, requereu que seu filho, Estanislao, e duas ex-funcionárias da Presidência também prestassem depoimento.
O ex-presidente criticou ainda o promotor González, acusando-o de manipular datas e vazar informações à imprensa para prejudicar sua imagem. Ele indicou que considerará apresentar uma queixa contra González, visando sua possível demissão. O caso agora aguarda a decisão do juiz, que tem um prazo de 10 dias úteis para determinar se as acusações têm mérito ou se o processo será arquivado, podendo esse prazo ser prorrogado.
As acusações de Fabiola Yañez, que vieram à tona no final de 2024, incluem relatos de violência física e psicológica durante o relacionamento. Yañez descreveu episódios de empurrões, tapas e ameaças, além de um controle excessivo sobre sua vida. Ela apresentou evidências, como mensagens trocadas com sua secretária e médicos, que demonstram o medo constante que sentia, incluindo um episódio em que foi agredida, resultando em um hematoma visível. As acusações contra Fernández envolvem lesões leves e graves, agravadas pelo contexto de violência de gênero.
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