Rebeca Grynspan, uma das políticas mais experientes da América Latina, tem uma trajetória notável, incluindo a vice-presidência da Costa Rica e cargos de destaque na ONU. Com quase 70 anos, ela conclui sua gestão na Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento e é frequentemente mencionada como candidata a secretária-geral da ONU. Grynspan destaca […]
Rebeca Grynspan, uma das políticas mais experientes da América Latina, tem uma trajetória notável, incluindo a vice-presidência da Costa Rica e cargos de destaque na ONU. Com quase 70 anos, ela conclui sua gestão na Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento e é frequentemente mencionada como candidata a secretária-geral da ONU. Grynspan destaca que “este é o momento da América Latina e do Caribe”, enfatizando a importância da região no cenário internacional.
Recentemente, durante o Fórum Econômico Internacional na Cidade do Panamá, Grynspan comentou sobre a proposta do presidente dos EUA, Donald Trump, de transferir 30 mil migrantes indocumentados para Guantánamo. Ela expressou a necessidade de mais informações sobre a situação dos indivíduos mencionados, ressaltando que Guantánamo carrega um simbolismo significativo e que espera que nenhum latino-americano busque uma vida melhor seja privado de liberdade.
Sobre as tensões entre os EUA e a China, Grynspan observou que a competição é parte da economia global, mas a coordenação entre as potências é essencial. Ela destacou que a estrutura do comércio internacional mudou, com o comércio entre países do Sul se igualando ao do Norte, criando oportunidades para países em desenvolvimento. Grynspan acredita que a incerteza econômica deve ser abordada para evitar impactos negativos nos investimentos.
Em relação ao seu futuro político, Grynspan descartou um retorno à política costarriquenha, afirmando que a ONU é seu lar agora. Ela se definiu como uma pessoa que busca o diálogo e acredita na possibilidade de melhorar a vida das pessoas, sem se prender a rótulos ideológicos. Grynspan concluiu que a América Latina tem muitos candidatos qualificados para posições de liderança, reafirmando que é a vez da região.
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