Patricia Bullrich, ex-rival de Javier Milei e atual ministra da Segurança da Argentina, tem liderado esforços para combater o crime e o narcotráfico no país. Em entrevista à Reuters, Bullrich afirmou que seu plano tem sido bem-sucedido, especialmente em um contexto onde a Argentina se tornou um ponto de trânsito para a cocaína proveniente do […]
Patricia Bullrich, ex-rival de Javier Milei e atual ministra da Segurança da Argentina, tem liderado esforços para combater o crime e o narcotráfico no país. Em entrevista à Reuters, Bullrich afirmou que seu plano tem sido bem-sucedido, especialmente em um contexto onde a Argentina se tornou um ponto de trânsito para a cocaína proveniente do Peru e da Bolívia. O aumento do tráfico resultou em um crescimento alarmante de assassinatos e crimes de gangues, especialmente em cidades como Rosário.
Bullrich destacou que o governo decidiu “atacar duramente as gangues”, implementando operações contra líderes do tráfico, mesmo aqueles já encarcerados. Ela mencionou que o número de assassinatos em Rosário caiu para 90 em 2023, o menor índice da última década, em comparação com 300 em 2022. A ministra também afirmou que o governo alcançou “recordes de apreensão de cocaína”, o que elevou o respeito da Argentina na região e na Europa, embora tenha reconhecido que alguns carregamentos podem não ter sido detectados.
Recentemente, Bullrich anunciou planos para aumentar os controles nas fronteiras com o Brasil e outros países vizinhos, além de uma cerca de 200 metros na fronteira com a Bolívia. Em Águas Blancas, na província de Salta, será instalada uma cerca para garantir que todos os que transitam pela área passem por procedimentos de imigração. A ministra também mencionou a implementação de tecnologia de vigilância em Formosa, na fronteira com o Paraguai, ressaltando que drones adquiridos anteriormente estavam em desuso.
Bullrich criticou a falta de uso de equipamentos de vigilância adquiridos durante o governo de Mauricio Macri, que ficaram enferrujados sob a administração peronista de Alberto Fernández. A ministra enfatizou a necessidade de revitalizar essas ferramentas para fortalecer a segurança nas fronteiras e combater o narcotráfico de forma mais eficaz.
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