Durante uma entrevista à Reuters nesta sexta-feira, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, apresentou um mapa anteriormente secreto que revela depósitos de terras raras e outros minerais críticos, buscando convencer o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a firmar um acordo. Trump, que deseja um término rápido da guerra na Ucrânia, sugeriu que os ucranianos […]
Durante uma entrevista à Reuters nesta sexta-feira, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, apresentou um mapa anteriormente secreto que revela depósitos de terras raras e outros minerais críticos, buscando convencer o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a firmar um acordo. Trump, que deseja um término rápido da guerra na Ucrânia, sugeriu que os ucranianos fornecessem esses recursos em troca de apoio financeiro. Zelensky destacou a importância de garantias de segurança para a Ucrânia como parte de qualquer negociação.
O presidente ucraniano mencionou que menos de 20% dos recursos minerais do país estão em áreas ocupadas pela Rússia. Ele alertou que a Rússia poderia liberar esses recursos para países como Coreia do Norte e Irã, adversários dos EUA. Zelensky enfatizou a riqueza mineral da região do Dnipro, crucial para a segurança e economia ucraniana, enquanto as tropas russas avançam no leste do país.
Zelensky também destacou que a Ucrânia possui as maiores reservas de titânio da Europa, essencial para a indústria aeroespacial, e mencionou a possibilidade de utilizar a capacidade de armazenamento de gás do país para armazenar gás natural liquefeito dos EUA. Ele afirmou que os EUA são aliados fundamentais e que a Ucrânia está disposta a estabelecer parcerias que beneficiem ambas as partes.
O líder ucraniano planeja participar da Conferência de Segurança de Munique, que ocorrerá entre 14 e 16 de fevereiro, e considera essencial se encontrar com Trump antes que este se reúna com Vladimir Putin. Zelensky argumentou que uma conversa sobre a Ucrânia sem a presença do país seria inadequada e ressaltou a necessidade de um diálogo direto para garantir os interesses ucranianos nas negociações.
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