Ecuador se prepara para a primeira volta das eleições presidenciais neste domingo, com uma disputa acirrada entre Daniel Noboa, atual presidente, e Luisa González, sua principal oponente. Noboa, que busca a reeleição, tomou a decisão de fechar as fronteiras um dia antes e dois dias após os comícios, justificando a medida como uma forma de […]
Ecuador se prepara para a primeira volta das eleições presidenciais neste domingo, com uma disputa acirrada entre Daniel Noboa, atual presidente, e Luisa González, sua principal oponente. Noboa, que busca a reeleição, tomou a decisão de fechar as fronteiras um dia antes e dois dias após os comícios, justificando a medida como uma forma de prevenir tentativas de desestabilização por parte de grupos armados. A segurança tem sido um dos pilares de seu governo, especialmente em um país que enfrenta uma crescente onda de violência.
Desde que assumiu a presidência, Noboa, de 37 anos, tem implementado uma série de medidas controversas para combater a insegurança, incluindo a declaração de um “conflito interno não internacional”, semelhante ao estado de exceção. Essa estratégia resultou em uma redução dos homicídios, que caíram de 8.248 em 2023 para 6.987 em 2024. Contudo, o mês de janeiro de 2024 foi o mais violento da história do país, com 731 homicídios, evidenciando a complexidade da situação.
A campanha de Noboa tem sido marcada por um uso intenso das redes sociais, onde sua imagem se tornou onipresente. Ele tem se beneficiado de um sistema judicial que lhe permite atuar simultaneamente como presidente e candidato, evitando a necessidade de renunciar ao cargo. Sua relação com a vice-presidente, Verónica Abad, tem sido tensa, com Noboa ignorando-a publicamente desde o início de seu mandato.
Apesar de ter começado seu governo com uma alta taxa de aprovação, Noboa enfrentou desafios significativos, incluindo uma crise energética que resultou em apagões prolongados. Ele atribuiu esses problemas a administrações anteriores, mas sua popularidade tem sido afetada. A situação política e social de Ecuador continua a ser um tema central nas eleições, com Noboa e González representando visões opostas sobre o futuro do país.
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