O Conselho Norueguês para os Refugiados (NRC) anunciou, nesta segunda-feira, a suspensão de suas atividades em quase 20 países devido ao congelamento da ajuda dos Estados Unidos. O NRC, uma das maiores organizações humanitárias da Europa, afirmou que essa medida impactará centenas de milhares de pessoas afetadas por conflitos e desastres. O congelamento, o primeiro […]
O Conselho Norueguês para os Refugiados (NRC) anunciou, nesta segunda-feira, a suspensão de suas atividades em quase 20 países devido ao congelamento da ajuda dos Estados Unidos. O NRC, uma das maiores organizações humanitárias da Europa, afirmou que essa medida impactará centenas de milhares de pessoas afetadas por conflitos e desastres. O congelamento, o primeiro na história da ONG, resulta da cessação e suspensão parcial do financiamento americano, que representa cerca de 20% do orçamento do NRC em 2024.
O NRC destacou que há milhões de dólares em pagamentos pendentes junto ao governo dos EUA, e alertou que, sem uma solução rápida, poderá encerrar programas humanitários essenciais até o final de fevereiro. As atividades afetadas incluem o fornecimento de água potável em Burkina Faso e o apoio a padarias em Darfur, região severamente atingida pela fome. Em 2023, a organização assistiu quase 10 milhões de pessoas em cerca de quarenta países.
Desde a posse de Donald Trump, em janeiro, a ajuda externa dos EUA foi congelada por 90 dias, exceto para Egito e Israel. Essa decisão impacta diretamente a Usaid, que fornece assistência a mais de 100 países. Sob a liderança de Elon Musk, o novo Departamento de Eficiência Governamental busca reestruturar a ajuda externa americana, enfrentando resistência judicial. Aproximadamente 10 mil funcionários da Usaid foram colocados em licença.
Os EUA, principais doadores de ajuda humanitária, alocaram US$ 13,8 bilhões em 2023, sendo US$ 9,8 bilhões pela Usaid. O congelamento ocorre em um momento crítico, com o número de deslocados forçados atingindo 122 milhões, segundo a ONU. A nova abordagem da administração Trump pode comprometer a assistência a países em desenvolvimento, alterando a dinâmica das relações internacionais e favorecendo novas potências globais.
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