Mohammed Shula relatou um momento de desespero quando recebeu uma ligação de sua nora, Sondos Shalabi, que estava grávida de oito meses e pediu ajuda em meio ao pânico. Pouco depois, Sondos foi fatalmente atingida por um tiro enquanto tentava escapar com seu marido, Yazan Shula, durante uma operação militar israelense no campo de refugiados […]
Mohammed Shula relatou um momento de desespero quando recebeu uma ligação de sua nora, Sondos Shalabi, que estava grávida de oito meses e pediu ajuda em meio ao pânico. Pouco depois, Sondos foi fatalmente atingida por um tiro enquanto tentava escapar com seu marido, Yazan Shula, durante uma operação militar israelense no campo de refugiados Nur Shams, na Cisjordânia. A ação militar, que se intensificou após o cessar-fogo entre Israel e Hamas, visa combater militantes palestinos na região.
A morte de Sondos, de 23 anos, é vista por muitos palestinos como parte de uma escalada nas táticas israelenses, que se tornaram mais letais. O exército israelense afirmou que a situação está sendo investigada pela polícia militar. Em um incidente separado, outra jovem palestina foi morta por uma explosão de um dispositivo que o exército havia plantado, levantando questões sobre a segurança dos civis na área.
Desde o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, mais de 905 palestinos foram mortos por forças israelenses, segundo o Ministério da Saúde palestino. As vítimas incluem não apenas militantes, mas também civis, como crianças e idosos, o que tem gerado preocupações sobre a conduta das forças israelenses. Maher Kanan, membro de uma equipe de resposta a emergências, destacou que as regras de engajamento mudaram, refletindo uma abordagem mais agressiva.
Após o ataque, Mohammed Shula tentou ajudar sua nora, que estava em estado de choque, enquanto os serviços de emergência enfrentavam dificuldades para acessar a área. O exército israelense bloqueou as ambulâncias, atrasando o socorro a Yazan, que ficou em estado crítico. A situação se agravou com a invasão do campo por tropas israelenses, resultando em explosões e deslocamento forçado de civis, o que foi negado pelo exército, que alegou estar facilitando a saída de quem desejasse deixar a zona de combate.
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