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Operação Frontera Norte: México intensifica combate ao crime com 10 mil militares na fronteira

- A Operação Frontera Norte, iniciada em cinco de fevereiro, visa segurança na fronteira. - Em Tijuana, autoridades apreenderam 537 kg de metanfetamina e 60 kg de cocaína. - Durante a operação, foram detidas 222 pessoas e confiscadas 106 armas de fogo. - O governo mexicano destaca que 74% das armas vêm dos Estados Unidos, reforçando o tráfico. - A estratégia inclui troca de armas por dinheiro e brinquedos educativos, promovendo paz.

Um caminhão com placa da Califórnia foi interceptado em Tijuana, México, enquanto se dirigia a San Diego, EUA. No fundo da carga, a Fiscalia General de la República encontrou 537 quilos de metanfetamina e 60 quilos de cocaína. Essa apreensão é parte da Operação Frontera Norte, uma resposta da presidente Claudia Sheinbaum às críticas do […]

Um caminhão com placa da Califórnia foi interceptado em Tijuana, México, enquanto se dirigia a San Diego, EUA. No fundo da carga, a Fiscalia General de la República encontrou 537 quilos de metanfetamina e 60 quilos de cocaína. Essa apreensão é parte da Operação Frontera Norte, uma resposta da presidente Claudia Sheinbaum às críticas do presidente americano Donald Trump sobre a segurança da fronteira. A operação começou em 5 de fevereiro com o envio de 10 mil militares e, até agora, os resultados incluem 222 detenções e a apreensão de 1.242 quilos de drogas.

O secretário de Segurança, Omar García Harfuch, apresentou dados que mostram que 74% das armas apreendidas têm origem nos EUA. Ele destacou a importância da operação, que também resultou na detenção de cinco coyotes e no desmantelamento de um laboratório de metanfetamina em García, Nuevo León. Em San Luis Río Colorado, um motorista foi preso com 380 quilos de cocaína, resultando em uma perda econômica para o crime organizado de 94 milhões de pesos (mais de quatro milhões de dólares).

Além disso, a operação ocorre em um contexto de tensões comerciais, com Trump impondo tarifas de 25% sobre alumínio e aço importados dos países do T-MEC. O governo mexicano busca reverter essa medida, argumentando que importa mais do que exporta. As ações de segurança são vistas como parte do cumprimento de um acordo com os EUA, onde o México deve reforçar a segurança na fronteira para evitar tarifas.

A secretária de Governança, Rosa Icela Rodríguez, também anunciou um programa de desarmamento, onde 540 armas foram trocadas por dinheiro, e um projeto para trocar brinquedos bélicos por educativos. O governo estima que há mais de 15 milhões de armas em circulação no México. A estratégia de segurança da administração Sheinbaum já resultou em 11.600 detenções e um aumento significativo nas apreensões de drogas, especialmente de fentanilo, com um aumento de 570% em comparação ao governo anterior.

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