O criminoso russo Alexander Vinnik, central em um dos maiores esquemas de lavagem de dinheiro com criptomoedas, será libertado pelos Estados Unidos em um acordo que visa o retorno do professor americano Marc Fogel, condenado na Rússia. A informação foi divulgada por autoridades americanas nesta quarta-feira, 12. Vinnik, de 44 anos, estava detido nos EUA, […]
O criminoso russo Alexander Vinnik, central em um dos maiores esquemas de lavagem de dinheiro com criptomoedas, será libertado pelos Estados Unidos em um acordo que visa o retorno do professor americano Marc Fogel, condenado na Rússia. A informação foi divulgada por autoridades americanas nesta quarta-feira, 12. Vinnik, de 44 anos, estava detido nos EUA, aguardando condenação após confessar parcialmente sua culpa em crimes financeiros, incluindo a operação de uma plataforma de negociação de bitcoins que movimentou bilhões de dólares de forma ilícita.
Vinnik foi preso em 2017 na Grécia, após um pedido de extradição dos EUA. Em 2024, ele se declarou culpado, mas sua sentença foi adiada para junho de 2025. O governo russo demonstrou interesse em seu retorno, especialmente devido ao seu envolvimento com cerca de 80 mil bitcoins roubados, avaliados em aproximadamente 8 bilhões de dólares, o que representa cerca de 2% do orçamento federal da Rússia para 2025. A troca de Vinnik por Fogel, de 63 anos, ocorre após mais de três anos de prisão na Rússia por contrabando de maconha.
Fogel, natural da Pensilvânia, foi preso em 2021 ao entrar na Rússia com 17 gramas de maconha medicinal, prescrita nos EUA. Ele lecionava na Escola Anglo-Americana de Moscou desde 2012 e sua sentença de 14 anos gerou controvérsia internacional por ser considerada desproporcional. A libertação do professor se dá em um contexto de esforços do presidente dos EUA, Donald Trump, para encerrar o conflito na Ucrânia, com conversas recentes entre Trump, o presidente russo Vladimir Putin e o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky.
O vice-chanceler russo, Sergei Ryabkov, afirmou que as condições de Putin devem ser integralmente cumpridas para um acordo de paz. Essa declaração surgiu após Zelensky manifestar disposição para negociações, desde que haja garantias de que Estados Unidos e Europa não abandonarão a Ucrânia após a guerra.
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