O governo de Israel formalizou um pedido para manter suas tropas em pelo menos cinco postos militares no sul do Líbano até 28 de fevereiro, conforme informado por uma autoridade libanesa e um diplomata à Reuters nesta quarta-feira, 12. Essa solicitação ocorre após um acordo de cessar-fogo negociado em novembro entre Israel e a milícia […]
O governo de Israel formalizou um pedido para manter suas tropas em pelo menos cinco postos militares no sul do Líbano até 28 de fevereiro, conforme informado por uma autoridade libanesa e um diplomata à Reuters nesta quarta-feira, 12. Essa solicitação ocorre após um acordo de cessar-fogo negociado em novembro entre Israel e a milícia libanesa Hezbollah, que previa a retirada israelense da região até 26 de janeiro. O prazo já havia sido prorrogado para 18 de fevereiro, mas Israel busca uma nova extensão por meio do comitê de supervisão do cessar-fogo.
Representantes libaneses no comitê, que conta com a participação de autoridades dos Estados Unidos, França, Israel e Nações Unidas, rejeitaram o pedido de Israel, segundo a emissora libanesa LBCI. Além disso, o jornal israelense Maariv noticiou que Israel pode solicitar uma extensão até 1º de março, data prevista para o retorno dos moradores do norte de Israel às suas casas. O porta-voz militar israelense, Avichay Adraee, confirmou que as tropas permanecerão no sul do Líbano além do período de implementação do cessar-fogo, levantando preocupações sobre a continuidade do cronograma de retirada.
Apesar do cessar-fogo, o Armed Conflict Location & Event Data Project (ACLED) registrou 330 ataques aéreos e bombardeios israelenses entre 27 de novembro e 10 de janeiro, além de 260 eventos de destruição de propriedades. No último sábado, 8, um ataque aéreo israelense resultou na morte de seis pessoas e deixou dois feridos em Shaara, no leste do Líbano. O conflito entre Israel e o Hezbollah teve início em 8 de outubro, quando o grupo libanês lançou ataques em apoio ao Hamas em Gaza.
Desde outubro de 2023, Israel é responsável pela morte de cerca de 4.000 pessoas no Líbano, incluindo crianças e mulheres, em bombardeios indiscriminados, como a explosão de pagers supostamente utilizados pela milícia. A situação continua tensa, com a possibilidade de novas escaladas no conflito.
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