A Síria se prepara para a instalação de um novo governo a partir de 1º de março, conforme anunciado pelo ministro interino das Relações Exteriores, Asaad al-Shaibani, nesta quarta-feira, 12. Essa transição ocorre após a queda do presidente Bashar al-Assad, em decorrência de uma ofensiva do grupo rebelde Hayat Tahrir al-Sham (HTS), que resultou na […]
A Síria se prepara para a instalação de um novo governo a partir de 1º de março, conforme anunciado pelo ministro interino das Relações Exteriores, Asaad al-Shaibani, nesta quarta-feira, 12. Essa transição ocorre após a queda do presidente Bashar al-Assad, em decorrência de uma ofensiva do grupo rebelde Hayat Tahrir al-Sham (HTS), que resultou na formação de um governo interino e no início de um novo ciclo político no país.
Durante a Cúpula dos Governos Mundiais, realizada nos Emirados Árabes Unidos, al-Shaibani destacou que o novo governo buscará representar a diversidade do povo sírio. Ele enfatizou a intenção de criar um gabinete inclusivo, que atenda às diferentes etnias e religiões presentes na sociedade síria. O líder do HTS, Ahmed al-Sharaa, foi nomeado presidente interino e enfrentará o desafio de reconstruir as instituições do país e revitalizar uma economia devastada por mais de 14 anos de guerra.
Uma das principais missões de al-Sharaa será a formação de um “conselho legislativo interino”, após a dissolução do parlamento sírio e do Partido Baath, que governou a Síria por mais de quatro décadas. Além disso, as autoridades sírias se comprometem a convencer as potências ocidentais de que as raízes jihadistas dos rebeldes são parte de um passado distante. A oposição síria no exílio informou que entregou a Damasco os arquivos que administrava, como parte dos esforços para dissolver instituições criadas durante o conflito.
Questões relacionadas à representação de minorias e à inclusão das mulheres têm gerado preocupações entre ativistas. No entanto, autoridades locais afirmam que as mulheres desempenharão um papel essencial na construção da “nova Síria”. A expectativa é que o novo governo consiga atender a essas demandas e promover um ambiente político mais inclusivo e representativo.
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