Milhares de dinamarqueses assinaram uma petição online com o objetivo irônico de comprar a Califórnia, em resposta ao interesse do presidente dos EUA, Donald Trump, em adquirir a Groenlândia. A iniciativa, que já conta com mais de 200 mil assinaturas, sugere que a Dinamarca arrecade US$ 1 trilhão para concretizar a compra. O site, chamado […]
Milhares de dinamarqueses assinaram uma petição online com o objetivo irônico de comprar a Califórnia, em resposta ao interesse do presidente dos EUA, Donald Trump, em adquirir a Groenlândia. A iniciativa, que já conta com mais de 200 mil assinaturas, sugere que a Dinamarca arrecade US$ 1 trilhão para concretizar a compra. O site, chamado Denmarkification, destaca vantagens como o clima ensolarado, a produção de abacates e a possibilidade de renomear a Disneylândia para “Hans Christian Andersenland”.
A proposta apresenta um tom humorístico, afirmando que a Dinamarca precisa de “mais sol, palmeiras e patins”. Os organizadores sugerem enviar executivos da Lego e o elenco da série “Borgen” como negociadores. Além disso, mencionam benefícios para os californianos, como acesso ao sistema de saúde universal dinamarquês e uma política baseada em fatos. O texto brinca com a ideia de trazer o conceito de hygge para Hollywood e ciclovias para Beverly Hills.
O interesse de Trump pela Groenlândia não é novo; ele já havia manifestado essa intenção em 2019, mas foi ignorado pela primeira-ministra dinamarquesa da época. Recentemente, Trump reiterou que a compra da Groenlândia é uma “necessidade absoluta” para a segurança nacional dos EUA, o que levou a um aumento no debate sobre a emancipação da Groenlândia. O primeiro-ministro da Groenlândia, Mute Egede, e as autoridades dinamarquesas já deixaram claro que a ilha não está à venda.
Uma pesquisa recente revelou que 85% dos groenlandeses se opõem à proposta de Trump, considerando-a uma ameaça. O partido Siumut, que está no governo da Groenlândia, anunciou planos para um referendo de independência após as eleições de março de 2025, permitindo que a ilha negocie seu futuro de forma autônoma com Washington. A petição dinamarquesa, embora humorística, reflete um contexto de tensão política e crescente desejo de autonomia na Groenlândia.
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