Na manhã deste domingo, 23 de março de 2024, dezenas de milhares de pessoas se reuniram em Beirute para o funeral de Hassan Nasrallah, líder do Hezbollah, morto em um ataque aéreo israelense há cinco meses. O novo líder da organização, Naim Qassem, afirmou durante o discurso que o grupo continuará a seguir o legado […]
Na manhã deste domingo, 23 de março de 2024, dezenas de milhares de pessoas se reuniram em Beirute para o funeral de Hassan Nasrallah, líder do Hezbollah, morto em um ataque aéreo israelense há cinco meses. O novo líder da organização, Naim Qassem, afirmou durante o discurso que o grupo continuará a seguir o legado de Nasrallah, destacando: “Nós manteremos a confiança e caminharemos neste caminho”. Qassem rejeitou a ideia de que o Líbano se submeta à influência dos Estados Unidos, afirmando que “não aceitamos que a tirana América controle nosso país”.
Enquanto a cerimônia ocorria, caças israelenses sobrevoaram Beirute, realizando ataques em áreas do sul do Líbano, conforme relatado pela Agência Nacional de Notícias (NNA). A IDF (Forças de Defesa de Israel) informou que os ataques visavam lançadores de foguetes do Hezbollah, alegando que isso representa uma ameaça à segurança israelense. Apesar dos ataques, não houve relatos de vítimas até o momento. O cessar-fogo estabelecido em novembro de 2023 entre Israel e Hezbollah não tem sido respeitado, segundo Israel.
O funeral de Nasrallah, que foi enterrado em uma cerimônia privada logo após sua morte, simboliza a fragilidade do Hezbollah, que sofreu perdas significativas em sua liderança e efetivo devido a ataques israelenses. O evento foi descrito como uma demonstração de força do grupo, que se vê pressionado tanto internamente quanto externamente. Nasrallah, que liderou o Hezbollah desde 1992, foi uma figura central na resistência contra Israel e na política regional, mas sua morte representa um ponto de virada para a organização.
A situação se intensificou após o ataque do Hamas a Israel em outubro de 2023, que resultou em uma escalada de conflitos. O Hezbollah lançou ataques de foguetes em apoio ao Hamas, levando a uma resposta militar israelense que deslocou milhares de civis no Líbano. A pressão sobre o Hezbollah aumenta, com o novo presidente do Líbano, Joseph Aoun, pedindo a monopolização das armas sob a autoridade do Estado, desafiando a resistência histórica do grupo em desarmar.
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