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Patriarca ecumênico reafirma soberania da Ucrânia em missa de três anos de guerra

- O Patriarca Ecumênico Bartolomeu reafirmou a soberania da Ucrânia em missa. - Ele elogiou o presidente Zelenskyy por sua luta pela independência ucraniana. - Bartolomeu destacou a necessidade da Ucrânia em futuros acordos de paz. - A missa emocionou familiares de soldados ucranianos desaparecidos na guerra. - A Igreja Ortodoxa da Ucrânia busca independência, desafiando Moscovo desde 2019.

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Durante uma missa em Istambul, o Patriarca Ecumênico Bartolomeu, figura central do cristianismo ortodoxo, afirmou que “a soberania da Ucrânia não está em debate” e não pode ser negociada sob a diplomacia. A declaração ocorreu no dia anterior ao terceiro aniversário da guerra da Rússia contra a Ucrânia. Bartolomeu, considerado o “primeiro entre iguais” na […]

Durante uma missa em Istambul, o Patriarca Ecumênico Bartolomeu, figura central do cristianismo ortodoxo, afirmou que “a soberania da Ucrânia não está em debate” e não pode ser negociada sob a diplomacia. A declaração ocorreu no dia anterior ao terceiro aniversário da guerra da Rússia contra a Ucrânia. Bartolomeu, considerado o “primeiro entre iguais” na Ortodoxia Oriental, enfatizou que qualquer acordo de paz futuro deve incluir a Ucrânia como participante igual, elogiando o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy por seus esforços em defender a independência do país.

A Ucrânia, predominantemente ortodoxa, enfrenta uma divisão religiosa entre uma igreja independente em Kyiv e outra alinhada a Moscou. Desde o início do conflito, Bartolomeu tem demonstrado apoio à Ucrânia, reconhecendo a Igreja Ortodoxa da Ucrânia como independente em 2019, o que levou à ruptura de relações com o Patriarca russo Kirill. Em seu sermão, ele declarou que “nenhuma força pode extinguir o espírito do povo que se recusa a ser quebrado” e que “nenhuma nação tem o direito de impor sua vontade sobre outra”.

A missa emocionou os presentes, incluindo Tetiana Tantsiura, cuja esperança de reencontrar seu marido, desaparecido desde julho de 2022, foi expressa em suas palavras: “Só espero que ele esteja vivo e retorne à Ucrânia.” Apesar das tentativas do presidente russo Vladimir Putin de justificar a invasão como uma defesa da Igreja Ortodoxa orientada a Moscou, líderes das duas facções ortodoxas ucranianas e da significativa minoria católica do país condenaram fortemente a guerra.

O cônsul geral da Ucrânia em Istambul, Nedilskyi Roman, agradeceu ao patriarca pelo apoio “pessoal e espiritual” à Ucrânia, destacando que suas orações têm dado força ao povo ucraniano na luta contra o inimigo. “Obrigado pelo seu apoio a milhões de ucranianos ao redor do mundo que foram forçados a deixar suas casas para salvar a vida de seus filhos”, afirmou Roman.

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