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Trump e Macron destacam divergências sobre a paz e segurança na Ucrânia

- Macron e Trump discutiram a paz na Ucrânia, enfatizando a soberania ucraniana. - Trump sugeriu um acordo sobre recursos ucranianos, com assinatura iminente. - A criação de uma força de paz europeia foi debatida, mas com divergências. - Macron destacou que a Europa deve assumir custos de segurança, não só os EUA. - EUA e Rússia votaram juntos na ONU, gerando preocupações sobre a posição americana.

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O presidente francês, Emmanuel Macron, enfatizou que a paz na Ucrânia “não deve significar uma rendição para a Ucrânia, nem um cessar-fogo sem garantias”. Durante uma coletiva com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, Macron destacou que a paz deve respeitar a soberania ucraniana e permitir que o país negocie sobre […]

O presidente francês, Emmanuel Macron, enfatizou que a paz na Ucrânia “não deve significar uma rendição para a Ucrânia, nem um cessar-fogo sem garantias”. Durante uma coletiva com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, Macron destacou que a paz deve respeitar a soberania ucraniana e permitir que o país negocie sobre questões que o afetam. A reunião, ocorrida no terceiro aniversário da guerra, visou persuadir Trump a não firmar acordos com a Rússia que excluam Kiev ou favoreçam Moscou.

Ambos os líderes expressaram otimismo após a reunião, mas as diferenças sobre garantias de segurança para evitar futuras agressões do Kremlin ainda são evidentes. Macron reiterou a importância dos acordos de Minsk, que não impediram a invasão de 2022, enquanto Trump evitou se pronunciar sobre o assunto. Nos próximos dias, EUA e Ucrânia devem fechar um acordo que permitirá a Kiev ceder parte de seus recursos minerais a Washington, com a expectativa de que o presidente ucraniano, Volodímir Zelenski, viaje a Washington para assinar o pacto.

Macron afirmou que a Europa está disposta a aumentar sua contribuição para a segurança do continente, incluindo o envio de tropas, embora não como força de interposição. Trump, por sua vez, indicou que a Rússia não se oporia a essa presença militar europeia, o que representaria uma mudança na postura do Kremlin. O presidente francês também destacou que a Europa forneceu 60% da ajuda a Ucrânia, desafiando a narrativa de que os EUA foram os principais contribuintes.

Enquanto isso, os EUA se alinharam com a Rússia em uma votação na ONU sobre a guerra na Ucrânia, aumentando as preocupações europeias sobre a posição dos Estados Unidos. Trump ressaltou a importância do acordo com a Ucrânia para receber parte dos recursos minerais do país como compensação pela ajuda militar, embora Zelenski tenha inicialmente rejeitado a proposta. A visita de Macron faz parte de esforços para evitar que Trump favoreça Moscou em suas negociações, enquanto o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, também se reunirá com Trump em breve.

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