Após negociações, Israel e Hamas anunciaram um acordo para a troca de 602 prisioneiros palestinos pelos restos mortais de quatro reféns israelenses. O Hamas confirmou o acordo em mensagem no Telegram, afirmando que ele faz parte da primeira fase do cessar-fogo na Faixa de Gaza. A troca está prevista para ocorrer na quarta-feira, com mediação […]
Após negociações, Israel e Hamas anunciaram um acordo para a troca de 602 prisioneiros palestinos pelos restos mortais de quatro reféns israelenses. O Hamas confirmou o acordo em mensagem no Telegram, afirmando que ele faz parte da primeira fase do cessar-fogo na Faixa de Gaza. A troca está prevista para ocorrer na quarta-feira, com mediação do Egito. O Hamas declarou que os prisioneiros palestinos serão liberados simultaneamente com os corpos dos reféns israelenses.
No último domingo, o Hamas acusou Israel de comprometer a trégua de cinco semanas ao atrasar a liberação dos prisioneiros. Israel justificou o atraso, mencionando a forma como o Hamas conduziu a entrega de 25 reféns, com militantes mascarados em locais decorados com slogans do grupo. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, criticou essas práticas, chamando-as de “cerimônias humilhantes”. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha pediu que as liberações sejam feitas de maneira “digna e privada”.
A polêmica aumentou após o retorno dos corpos de quatro reféns, incluindo duas crianças, que foram exibidos pelo Hamas de forma controversa. Uma análise forense revelou que o corpo da mãe das crianças não correspondia a nenhum refém israelense, levando o Hamas a reconhecer um erro e liberar o corpo um dia depois. A mulher será enterrada na quarta-feira ao lado de seus filhos, que tinham quatro anos e oito meses na época do sequestro.
A primeira fase do acordo previa a libertação de 33 reféns até março, em troca de cerca de 1.900 palestinos detidos em Israel. Das 251 pessoas sequestradas durante o ataque de outubro de 2023, 62 ainda estão em Gaza, incluindo 35 que o Exército israelense afirma estarem mortas. O ataque do Hamas resultou na morte de 1.215 pessoas, a maioria civis, enquanto a retaliação de Israel causou pelo menos 48.319 mortes em Gaza, segundo dados do Ministério da Saúde local.
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