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Civis ucranianos continuam a morrer enquanto Trump defende paz com Putin

- Tetyana Kulyk e Pavlo Ivanchov foram mortos por um drone russo em Kyiv. - Desde a conversa entre Trump e Putin, mais de 75 civis ucranianos morreram. - Ataques diários da Rússia aumentam a violência e o número de feridos. - Putin reafirma demandas territoriais inaceitáveis enquanto Trump sugere paz. - Kulyk e Ivanchov são lembrados como vozes importantes da resistência ucraniana.

Na quarta-feira, Tetyana Kulyk, uma jornalista ucraniana renomada, e seu marido, Pavlo Ivanchov, um cirurgião e professor universitário, foram mortos quando um drone russo atingiu sua casa, localizada ao norte de Kyiv. Quando os socorristas chegaram, encontraram apenas os corpos carbonizados do casal. Vizinhos relataram que ouviram gritos e tentaram entrar na casa em chamas, […]

Na quarta-feira, Tetyana Kulyk, uma jornalista ucraniana renomada, e seu marido, Pavlo Ivanchov, um cirurgião e professor universitário, foram mortos quando um drone russo atingiu sua casa, localizada ao norte de Kyiv. Quando os socorristas chegaram, encontraram apenas os corpos carbonizados do casal. Vizinhos relataram que ouviram gritos e tentaram entrar na casa em chamas, mas se depararam com um incêndio incontrolável. Este ataque é parte de uma série de ofensivas russas, que já resultaram na morte de mais de 75 civis ucranianos desde uma conversa entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente russo, Vladimir Putin.

Trump, que tem pressionado por um acordo para encerrar a guerra, criticou o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, por sua suposta falta de disposição para negociar com Putin, que continua a violar acordos e a atacar civis. Desde a conversa, a Força Aérea Ucraniana contabilizou mais de 3.000 drones e pelo menos 35 mísseis lançados contra a Ucrânia. Além dos mortos, quase 300 pessoas, incluindo crianças, ficaram feridas. A Rússia nega atacar alvos civis, apesar das evidências em contrário.

Entre as vítimas recentes, destaca-se Olga Moroz, uma padeiro que morreu em Kramatorsk, e Vladimir Pimenov, um dançarino de 21 anos, que foi atingido em Kryvyi Rih. Em Bilytske, um ataque matou Yevhen e Olga Buryane, jovens pais de dois filhos, levando a uma campanha de arrecadação para apoiar os órfãos. Enquanto isso, a luta continua e o número de civis mortos aumenta, com ataques ocorrendo mesmo durante a reunião entre Trump e Zelensky.

Putin reafirma suas demandas territoriais, buscando controle sobre as regiões de Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia, além da península da Crimeia. Atualmente, a Rússia ocupa cerca de 99% da região de Luhansk e 70% da região de Donetsk. Estima-se que 6 milhões de pessoas, incluindo 1 milhão de crianças, vivam sob ocupação russa, em uma situação de direitos humanos considerada crítica pela ONU. Recentemente, ataques em cidades do leste, como Kostyantynivka e Pokrovsk, resultaram em várias mortes, evidenciando que a violência se espalha por todo o país.

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