O presidente da Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos, Brendan Carr, se comprometeu a proteger os interesses das empresas de tecnologia americanas contra a regulação europeia considerada “excessiva”. Durante sua fala no Mobile World Congress em Barcelona, Carr criticou as regras da União Europeia, especialmente o Digital Services Act (DSA), que visa combater conteúdos […]
O presidente da Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos, Brendan Carr, se comprometeu a proteger os interesses das empresas de tecnologia americanas contra a regulação europeia considerada “excessiva”. Durante sua fala no Mobile World Congress em Barcelona, Carr criticou as regras da União Europeia, especialmente o Digital Services Act (DSA), que visa combater conteúdos ilegais e prejudiciais online, afirmando que essas normas são “incompatíveis” com os valores americanos.
Carr destacou que a liberdade de expressão online tem sido ameaçada desde a pandemia de Covid-19, e enfatizou que o governo dos EUA, incluindo o ex-presidente Donald Trump, está incentivando as empresas de tecnologia a evitar a censura. Ele expressou preocupação com o DSA, alertando que a regulação pode impor regras excessivas que prejudicam a liberdade de expressão.
As críticas à regulação europeia não são novas. No mês passado, durante uma cúpula internacional sobre inteligência artificial em Paris, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, também apontou que as normas europeias criam desafios de conformidade para as empresas americanas. Em resposta a essas preocupações, Trump havia ameaçado tarifas sobre a Europa, acusando-a de “extorsão” contra as empresas de tecnologia dos EUA.
Henna Virkkunen, vice-presidente executiva da Comissão Europeia, não respondeu diretamente às críticas de Carr, mas reafirmou o compromisso da Europa em melhorar a competitividade tecnológica. Ela anunciou que a Europa revisará suas regras e propôs a criação de um mercado digital único para harmonizar a regulação nas indústrias de tecnologia e telecomunicações, em resposta a um relatório que pede reformas radicais para aumentar a competitividade em relação aos EUA e à China.
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