Mijaíl Jodorkovski, ex-empresário russo, compartilhou suas reflexões sobre a relação entre Vladimir Putin e Donald Trump, destacando que ambos utilizam táticas semelhantes em suas interações. Em entrevista na sede de sua fundação em Londres, Jodorkovski afirmou que a comunicação entre os dois líderes é típica de “gangsters”, e que a Europa não tem conseguido interpretar […]
Mijaíl Jodorkovski, ex-empresário russo, compartilhou suas reflexões sobre a relação entre Vladimir Putin e Donald Trump, destacando que ambos utilizam táticas semelhantes em suas interações. Em entrevista na sede de sua fundação em Londres, Jodorkovski afirmou que a comunicação entre os dois líderes é típica de “gangsters”, e que a Europa não tem conseguido interpretar corretamente as mensagens vindas de Washington e Moscou. Ele enfatizou que, até que Trump e Putin alinhem seus interesses, suas declarações sobre a Ucrânia não têm relevância.
O ex-empresário também criticou a falta de entendimento de Volodímir Zelenski em relação às expectativas dos líderes europeus, que indicavam que a ajuda ao presidente ucraniano dependia da participação dos Estados Unidos. Jodorkovski acredita que Zelenski interpretou erroneamente as intenções europeias, pensando que teria apoio incondicional, quando na verdade a mensagem era de que ele precisava negociar com Washington para garantir sua posição.
Jodorkovski expressou um tom de pessimismo em suas análises, resultado de sua experiência na prisão e da percepção de que não há uma oposição forte ao regime de Putin. Ele argumentou que a invasão da Ucrânia é uma estratégia de Putin para manter sua popularidade interna, observando que guerras anteriores ocorreram em momentos de crise interna. O ex-empresário previu que, caso a situação se agrave, a Europa poderia entrar em conflito em dois anos.
Por fim, Jodorkovski sugeriu que a solução mais viável seria manter a linha de combate atual da Ucrânia e entrar em um período de guerra fria enquanto Putin estiver no poder. Ele afirmou que, se Trump conseguir preservar a soberania da Ucrânia e garantir apoio ocidental sem a entrada na OTAN, mereceria o Prêmio Nobel da Paz.
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