O Ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, afirmou que o país tomará medidas retaliatórias contra as “tarifas arbitrárias” impostas pelos Estados Unidos, durante uma coletiva de imprensa em Pequim. Ele criticou a política de “America First” do governo de Donald Trump, alertando que essa abordagem pode levar à “lei da selva”, onde países […]
O Ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, afirmou que o país tomará medidas retaliatórias contra as “tarifas arbitrárias” impostas pelos Estados Unidos, durante uma coletiva de imprensa em Pequim. Ele criticou a política de “America First” do governo de Donald Trump, alertando que essa abordagem pode levar à “lei da selva”, onde países menores e mais fracos seriam os mais afetados. Wang enfatizou que “nenhum país deve fantasiar que pode reprimir a China e manter um bom relacionamento ao mesmo tempo”, destacando a importância de respeitar as normas internacionais.
As tensões entre as duas potências aumentaram após os EUA anunciarem novas tarifas sobre produtos chineses, alegando contrabando de fentanil. Wang defendeu que a crise dos opioides nos EUA é um problema interno e que a China já fez esforços significativos para conter o tráfico de substâncias químicas. Ele também mencionou que os laços entre as duas nações estão se deteriorando, com os EUA aumentando impostos sobre importações chinesas e a China respondendo com tarifas sobre produtos americanos.
Durante a coletiva, Wang abordou a guerra na Ucrânia, reiterando a posição da China em apoiar soluções pacíficas e enfatizando que a segurança deve ser mútua. Ele criticou a ideia de que a segurança de um país deve ser construída sobre a insegurança de outro. Além disso, Wang reafirmou que as relações com a Rússia permanecem fortes, apesar das negociações entre Washington e Moscou.
Sobre a proposta de Trump para transferir a população de Gaza, Wang a rejeitou, afirmando que o enclave pertence ao povo palestino e que mudanças forçadas no status do território apenas gerariam mais caos. Ele defendeu a criação de um Estado palestino como a solução mais viável para o conflito israelense-palestino, destacando que a paz duradoura só pode ser alcançada por meio de negociações e respeito mútuo.
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