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Israel interrompe fornecimento de energia elétrica a Gaza, afetando abastecimento de água

- Israel cortou a eletricidade em Gaza, afetando usinas de dessalinização. - O ministro Eli Cohen busca pressionar o Hamas a liberar reféns retidos. - Negociações para um novo cessar-fogo estão em andamento, com divergências. - Hamas quer iniciar a segunda fase do cessar-fogo, incluindo paz duradoura. - Críticas internacionais aumentam, acusando Israel de punição coletiva em Gaza.

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Neste domingo, o ministro de Energia de Israel, Eli Cohen, anunciou o corte imediato no fornecimento de eletricidade à Faixa de Gaza, uma medida que deve agravar a crise humanitária na região. A decisão impactará diretamente a operação das usinas de dessalinização, essenciais para o fornecimento de água potável. Essa ação segue um bloqueio anterior […]

Neste domingo, o ministro de Energia de Israel, Eli Cohen, anunciou o corte imediato no fornecimento de eletricidade à Faixa de Gaza, uma medida que deve agravar a crise humanitária na região. A decisão impactará diretamente a operação das usinas de dessalinização, essenciais para o fornecimento de água potável. Essa ação segue um bloqueio anterior de bens, afetando mais de dois milhões de palestinos e refletindo uma estratégia de pressão sobre o Hamas para a liberação de reféns.

Cohen afirmou: “Usaremos todas as ferramentas à nossa disposição para garantir o retorno dos reféns”, destacando a intenção de Israel de não permitir a presença do Hamas em Gaza após o conflito. A situação se complica com a expectativa de que as negociações sobre a extensão do cessar-fogo, que terminou na semana passada, recomeçarão em Doha. Enquanto Israel busca uma prorrogação da primeira fase, o Hamas deseja iniciar discussões sobre a segunda fase, que incluiria a libertação de reféns e a retirada das forças israelenses.

O Hamas, que mantém 24 reféns vivos e os corpos de outros 35, criticou a suspensão dos suprimentos, chamando-a de “política de fome”. A organização também concluiu recentemente uma rodada de negociações com mediadores egípcios, sem mudanças em sua posição. A ONU expressou preocupação, afirmando que a negação de suprimentos essenciais pode ser considerada “punição coletiva”.

A guerra, que começou com o ataque do Hamas em 7 de outubro, resultou em mais de 48 mil palestinos mortos, segundo o Ministério da Saúde de Gaza. A infraestrutura da região foi severamente danificada, e a escassez de água e alimentos se agrava. A situação continua a ser monitorada, com esforços internacionais para mediar um acordo duradouro entre as partes envolvidas.

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